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Ecoporé realiza encontro para fortalecer rede de sementes

A Ação Ecológica Guaporé realiza entre os dias 19 e 21 de maio de 2026, em Porto Velho, o Encontrão dos Articuladores da Rede de Sementes da Bioeconomia Amazônica (RESEBA), iniciativa que busca fortalecer a cadeia produtiva de sementes florestais e ampliar ações de restauração ecológica na Amazônia.
O encontro reúne articuladores da rede, lideranças indígenas, agricultores familiares e parceiros estratégicos envolvidos na produção de sementes e na recuperação de áreas degradadas em Rondônia, sul do Amazonas e noroeste do Mato Grosso.
Promovido pela Ecoporé, o evento conta com financiamento do Fundo Luz Alliance da BrazilFoundation e apoio da The Caring Family Foundation.
A iniciativa surge em um momento de fortalecimento da chamada bioeconomia amazônica, modelo que busca gerar renda e desenvolvimento econômico a partir da conservação da floresta e do uso sustentável da biodiversidade.
Segundo a Ecoporé, a cadeia de valor dos produtos da sociobiodiversidade possui enorme potencial econômico, mas ainda enfrenta desafios relacionados à logística, fortalecimento das organizações comunitárias e acesso ao mercado.
Ao longo de sua atuação, a entidade já beneficiou mais de 40 mil pessoas e restaurou cerca de 3 mil hectares de áreas degradadas.
O Encontrão da RESEBA pretende justamente ampliar o diálogo entre os territórios participantes e construir estratégias coletivas para consolidar a rede como referência em restauração ecológica, geração de renda e conservação ambiental.

A programação inclui rodas de conversa, oficinas participativas, apresentações institucionais e a chamada “Muvuca de Depoimentos”, espaço voltado para relatos de lideranças indígenas e representantes comunitários.
A gerente do Centro de Sementes da Ecoporé, Aline Smychniuk, destacou que o encontro busca fortalecer a governança da rede e valorizar os conhecimentos tradicionais das comunidades amazônicas.

“O Encontrão dos Articuladores da RESEBA será um espaço de fortalecimento da rede, reunindo representantes de diferentes territórios da Amazônia para promover troca de experiências, alinhamento de processos e construção coletiva de estratégias para o fortalecimento da governança”, afirmou.

O supervisor técnico etnoambiental Israel Vale ressaltou que o impacto da iniciativa vai além da geração de renda.

“O encontro é um espaço importantíssimo para a troca de experiências entre indígenas, agricultores familiares, instituições governamentais e não governamentais, destacando a geração de renda com a floresta em pé, a valorização da cultura e a conservação da biodiversidade”, declarou.

A valorização cultural também é percebida pelas lideranças indígenas envolvidas no projeto.
O presidente da Associação Indígena Santo André e liderança da Terra Indígena Pacaás Novos, Benjamim Oro Nao, afirmou que a valorização das sementes fortalece a cultura tradicional dentro das comunidades.

“Hoje estamos valorizando a semente florestal como parte da nossa cultura, da alimentação, da medicina e do cuidado com o território”, destacou.

A rede também conta com apoio de instituições ligadas à restauração ambiental em escala nacional.
Representando o Instituto Socioambiental, o analista Matheus Rezende afirmou que o encontro fortalece a integração entre organizações parceiras e os coletores de sementes.
A expectativa é que os debates ajudem a ampliar o impacto socioeconômico da rede e garantam o fornecimento de sementes para projetos de restauração ecológica em diferentes regiões da Amazônia.
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Fonte: News Rondônia

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