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Amazônidas, preparem-se: El Niño será intenso e pode igualar fenômenos históricos

O alerta foi reforçado após a NASA confirmar sinais claros do aquecimento anormal das águas do Pacífico em direção à costa da América do Sul. Segundo estudos analisados por instituições meteorológicas internacionais e brasileiras, entre elas a MetSul Meteorologia, uma enorme massa de água quente avança pelo Pacífico, um dos principais indicativos do desenvolvimento de um El Niño intenso.
Na Amazônia, os efeitos podem ser preocupantes. Historicamente, episódios fortes do fenômeno provocam redução significativa das chuvas na Região Norte, favorecendo estiagens prolongadas, aumento das temperaturas e crescimento expressivo dos focos de queimadas.
Especialistas alertam que rios amazônicos podem voltar a registrar níveis extremamente baixos, comprometendo o abastecimento de água, o transporte fluvial e o funcionamento da atividade econômica em municípios dependentes dos rios.

Entre o segundo semestre de 2023 e todo o ano de 2024, durante um forte episódio de El Niño, rios importantes da Amazônia atingiram marcas históricas de seca. Comunidades ficaram isoladas, o abastecimento de água foi afetado e a fauna aquática sofreu impactos severos. Com o novo aquecimento do Pacífico, cientistas temem a repetição de um cenário semelhante.
Segundo os dados mais recentes, o nível do mar próximo à costa peruana apresentou elevação de até 15 centímetros acima da média histórica durante o mês de maio, reflexo direto do aquecimento anormal das águas superficiais do Pacífico Leste, explica a meteorologista Estael Sias em publicação sobre o fenômeno no site da MetSul Meteorologia.

O fenômeno ocorre por meio das chamadas ondas de Kelvin, grandes pulsos de água quente que atravessam o Pacífico ao longo da linha do Equador. Quando os ventos alísios enfraquecem, as águas quentes acumuladas na porção Oeste do oceano avançam para o Leste, alterando significativamente o comportamento da atmosfera em diversas regiões do planeta.
Além da estiagem, outro fator preocupa especialistas: o calor extremo. O El Niño costuma elevar as temperaturas médias globais e, na Amazônia, essa condição favorece a perda de umidade da floresta, ampliando o risco de incêndios florestais de grandes proporções.

Pesquisadores observam ainda que a combinação entre mudanças climáticas e El Niño pode potencializar eventos extremos. A floresta amazônica depende do equilíbrio entre calor e umidade para manter seu funcionamento climático. Quando há redução prolongada das chuvas, aumenta o estresse hídrico da vegetação e diminui a capacidade natural da floresta de regular o próprio clima.
Apesar das projeções indicarem um evento forte a muito forte, cientistas ressaltam que cada episódio de El Niño possui características próprias. Os impactos dependem da intensidade do aquecimento oceânico e da interação com outros sistemas climáticos globais.

Mesmo assim, os modelos climáticos atuais apontam que os maiores efeitos devem ocorrer entre o final de 2026 e o início de 2027, período em que o fenômeno normalmente atinge seu pico de intensidade.

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Fonte: News Rondônia

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