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BNDES lança linha de crédito para renovar frota pesada

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) iniciou nesta sexta-feira (29) o recebimento de pedidos de financiamento pelo programa BNDES Mais Mobilidade. Com um orçamento total de 21 bilhões de reais, a iniciativa visa modernizar a frota nacional de veículos pesados, abrangendo caminhões, ônibus e implementos rodoviários. O programa opera no âmbito do Move Brasil Caminhões e Ônibus (Move Brasil 2) e busca fomentar a indústria nacional ao mesmo tempo em que reduz custos logísticos.
Público-alvo e condições de acesso
A linha de crédito é voltada para transportadores autônomos, cooperados, empresários individuais e empresas dos setores de transporte rodoviário ou urbano de cargas e passageiros. Os interessados devem buscar instituições financeiras credenciadas ao BNDES, que serão responsáveis pela análise de crédito e negociação das condições. O protocolo das operações no sistema do banco pode ser realizado até 28 de agosto de 2026, com prazo final de contratação em 28 de setembro do mesmo ano.
O programa estabelece limites de até 50 milhões de reais por cliente, com taxas de juros estimadas em torno de 13% ao ano. Para oferecer suporte direcionado, foram reservadas cotas específicas de 2 bilhões de reais para o setor de ônibus e micro-ônibus e outros 2 bilhões de reais destinados exclusivamente aos transportadores autônomos e associados a cooperativas.
Prazos e critérios técnicos
Os prazos de pagamento variam conforme o perfil do beneficiário:
Transportadores autônomos: até 120 meses, com 12 meses de carência.
Empresas de transporte de cargas: até 60 meses, com 6 meses de carência.
Empresas de transporte de passageiros: até 120 meses, com 6 meses de carência.
Para veículos novos, o BNDES exige fabricação nacional e conformidade com o padrão de emissões Proconve P-8. Em relação aos caminhões seminovos, são aceitos modelos fabricados a partir de 2012, desde que atendam à fase P-7 do Proconve e possuam rastreabilidade fiscal comprovada. Além do bem principal, clientes com receita de até 300 milhões de reais podem financiar custos acessórios, como seguros e comissões de fundos garantidores.
O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, destacou que a medida combina eficiência econômica e sustentabilidade, com foco na segurança das estradas e na inclusão produtiva. Já o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) reforçou que a iniciativa é um pilar importante para fortalecer a cadeia automotiva, estimular a produção industrial e preservar empregos em todo o setor.
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Fonte: News Rondônia

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