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Congo mantém cronograma para Copa do Mundo apesar de alerta

A seleção da República Democrática do Congo confirmou, no último sábado (23), que não pretende alterar seus preparativos para a Copa do Mundo de 2026, mesmo diante de um aviso severo das autoridades americanas. A Força-Tarefa da Casa Branca determinou que a delegação deve manter uma bolha sanitária rigorosa por 21 dias antes de desembarcar nos Estados Unidos, sob o risco de ter a entrada negada no país. A medida foi motivada pela declaração de emergência internacional devido a um surto do vírus Ebola, na cepa Bundibugyo, que já registrou centenas de casos e mortes na região.
Andrew Giuliani, diretor executivo da Força-Tarefa, foi enfático ao declarar que a manutenção da integridade da bolha é condição inegociável para a chegada da equipe a Houston, prevista para o dia 11 de junho. Apesar do alerta, a delegação congolesa argumenta que sua programação não foi alterada, uma vez que a totalidade dos jogadores atua fora do Congo, residindo principalmente na Europa, e o técnico Sebastien Desabre comanda as atividades a partir da base na Bélgica.
Logística e riscos sanitários
A equipe do Congo, que celebra seu retorno ao Mundial após um hiato de 52 anos, já cancelou uma viagem de despedida que ocorreria em Kinshasa na próxima semana, buscando reduzir riscos. Contudo, o porta-voz do time destacou que a agenda de amistosos contra a Dinamarca, na Bélgica, e contra o Chile, na Espanha, permanece mantida. A preocupação das autoridades americanas foca no fato de que alguns membros da comissão técnica chegaram ao centro de treinamento europeu vindos diretamente do território congolês nesta semana.
A Organização Mundial da Saúde elevou o nível de risco do surto para “muito alto”, caracterizando a situação como uma emergência de interesse internacional. Com a estreia marcada para 17 de junho contra Portugal, em Houston, a pressão sobre a federação congolesa cresce. O desafio é conciliar a logística do torneio com as exigências sanitárias globais, em um cenário onde a crise de saúde pública no país de origem da seleção coloca em xeque a participação na competição.
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Fonte: News Rondônia

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