O diretor regional da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a África advertiu, nesta sexta-feira (22), que subestimar o atual surto de Ebola representa um erro grave. Com foco na República Democrática do Congo (RDC) e em casos já confirmados na vizinha Uganda, o alerta reforça a necessidade de mobilização internacional imediata. Dados atualizados do Ministério da Saúde da RDC indicam 670 casos suspeitos e 160 mortes, sendo que 61 diagnósticos foram confirmados laboratorialmente.
A preocupação das autoridades sanitárias concentra-se na cepa do vírus identificada no surto, a Bundibugyo. Segundo Mohamed Yakub Janabi, porta-voz da OMS em Genebra, a ausência de uma vacina específica para esta linhagem torna o controle da disseminação ainda mais desafiador. A OMS enfatiza que a vigilância deve ser rigorosa, pois o potencial de espalhamento é elevado: um único contato com o vírus pode deflagrar novos focos infecciosos em diferentes regiões.
Necessidade de atenção global
Janabi pontuou um descompasso na cobertura internacional da crise. Para o diretor, o surto de Ebola tem recebido menos visibilidade global do que outros eventos epidemiológicos recentes que afetaram nações com maior poder de influência política. O apelo é para que o Ebola receba o tratamento prioritário exigido pela gravidade da doença, que possui alta taxa de letalidade e é transmitida pelo contato direto com fluidos corporais de infectados ou materiais contaminados.
A doença, caracterizada por sintomas como febre alta, dores corporais intensas, vômitos e diarreia, exige protocolos de segurança restritos. A OMS reforça que a cooperação entre os países é o único caminho para impedir que o vírus ultrapasse as fronteiras onde já está instalado. A entidade segue monitorando os registros na RDC e em Uganda, coordenando esforços para mitigar o impacto da epidemia e evitar que o cenário se agrave a níveis descontrolados.
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Fonte: News Rondônia