Os preços da maçã seguiram em queda nas principais Centrais de Abastecimento (Ceasas) monitoradas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). De acordo com o 5º Boletim do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort), divulgado nesta sexta-feira, a fruta ficou 8,06% mais barata no atacado durante o mês de abril.
O levantamento também identificou redução de 5,94% nos preços da alface, que vinha apresentando alta desde novembro, além de leve recuo de 0,98% na laranja, mantendo a tendência de estabilidade observada nos últimos meses.
Segundo a Conab, a queda no valor da maçã ocorreu principalmente pelo aumento da oferta da variedade fuji, impulsionado pelo avanço da colheita nas regiões produtoras. Em Goiás, por exemplo, os preços chegaram a ficar até 35% menores.
No caso da laranja, os menores valores foram registrados em Pernambuco e no Paraná. Já o Rio de Janeiro apresentou a maior alta no preço da fruta, embora o cenário nacional tenha permanecido estável.
Entre as frutas analisadas, a melancia apresentou a maior valorização do período, com alta de 24,36% na média ponderada. O aumento foi impulsionado pela diminuição da oferta, especialmente nas Ceasas de Recife e Goiânia, onde os preços subiram cerca de 45%.
O mamão e a banana também tiveram elevação moderada nos preços. Para o mamão, a alta foi de 0,56%, reflexo da menor oferta da variedade papaya. Já a banana registrou aumento de 1,97%, influenciado pelo aquecimento da demanda e pela melhora no escoamento da produção mineira.
No setor das hortaliças, a maioria dos produtos apresentou aumento nos preços. A batata e o tomate tiveram altas superiores a 12%, impulsionadas pela redução da oferta e pela transição entre safras. No caso do tomate, a valorização também foi influenciada pelas condições climáticas e pela passagem da safra de verão para a de inverno.
A cebola apresentou crescimento em todas as Ceasas analisadas, com média de alta de 23,03%. Apesar disso, a Conab prevê aumento da oferta nos próximos meses, especialmente por conta da produção de Santa Catarina, principal fornecedor nacional.
A cenoura foi a hortaliça com maior elevação de preços, registrando alta média de 48,58%. Belo Horizonte e Vitória lideraram os aumentos, com índices próximos de 60%. A pressão da demanda sobre Minas Gerais, principal região fornecedora, impactou diretamente o mercado.
O boletim também destacou o crescimento das exportações brasileiras de hortifrutigranjeiros. No primeiro quadrimestre de 2026, o volume exportado cresceu 12% em relação ao mesmo período do ano anterior, gerando faturamento de US$ 532,3 milhões. As frutas lideraram os embarques, com destaque para maçã, melão, manga, melancia, abacate e banana.
Além da análise de preços, a Conab ressaltou a importância das Ceasas e das políticas de abastecimento para minimizar os impactos da inflação dos alimentos sobre o consumidor brasileiro.
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Fonte: News Rondônia