A Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180 registrou um aumento expressivo em sua rede de apoio no último ano. Dados divulgados nesta quarta-feira (15) pelo Ministério das Mulheres revelam que o serviço realizou 1.088.900 atendimentos em 2025, o que representa uma média de quase 3 mil contatos diários e um crescimento de 45% em comparação a 2024. Desse total, 155.111 foram denúncias formais de violência, uma alta de 17,4% que evidencia tanto a persistência do problema quanto a maior busca por ajuda.
O levantamento destaca que o lar continua sendo o local mais perigoso para as vítimas. Quase 70% das agressões denunciadas ocorreram em ambiente doméstico, sendo que 40,76% dos casos aconteceram na própria residência da mulher e 28,58% em casas compartilhadas com o agressor. A violência psicológica foi o tipo mais recorrente, presente em quase metade dos registros (49,9%), seguida pela violência física (15,3%) e patrimonial (5,4%).
A análise de perfil mostra que a violência atinge de forma mais severa as mulheres negras (pretas e pardas), que somam 43,16% das denúncias relatadas. Em termos de faixa etária, a maior vulnerabilidade concentra-se entre mulheres de 26 a 44 anos. Outro dado alarmante é a frequência das agressões: em 31,86% dos casos, as vítimas sofrem violência diariamente, e 20,91% convivem com a rotina de abusos há mais de um ano.
O balanço também trouxe atenção para a violência vicária quando o agressor utiliza filhos ou parentes para atingir a mulher. Em 2025, foram 7.064 denúncias desta natureza, número que já saltou para 7,77% do total de casos no primeiro trimestre de 2026. Recentemente, a Lei 15.384/2026 tipificou o “vicaricídio” como crime hediondo, com penas de até 40 anos, reforçando o cerco jurídico contra os agressores no Brasil.
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Fonte: News Rondônia