O Tesouro Direto registrou o melhor desempenho para meses de fevereiro desde sua criação, em 2002. Segundo dados divulgados pelo Tesouro Nacional nesta terça-feira (24), as vendas de títulos públicos para pessoas físicas somaram R$ 8,25 bilhões no mês passado, um crescimento de 43,2% em relação ao mesmo período de 2025. O estoque total do programa alcançou a marca de R$ 226,93 bilhões, impulsionado pela manutenção de juros atrativos e pela entrada de mais de 222 mil novos participantes no sistema.
A preferência dos investidores recaiu majoritariamente sobre os títulos vinculados à Taxa Selic, que responderam por 49% das vendas. O interesse é justificado pelo patamar atual dos juros básicos, situados em 14,75% ao ano. Papéis corrigidos pela inflação (IPCA) também ganharam espaço, detendo 29,8% das negociações, devido às projeções de alta nos índices de preços oficiais. Já as modalidades voltadas para aposentadoria (Renda+) e educação (Educa+) somaram, juntas, 8,3% do volume total vendido.
Perfil do Investidor e Prazos de Aplicação
O balanço de fevereiro reforça a característica do Tesouro Direto como uma ferramenta de democratização do investimento. Operações de até R$ 1 mil representaram mais da metade das vendas no mês, enquanto 75,3% de todas as transações não ultrapassaram o valor de R$ 5 mil. Atualmente, o programa conta com mais de 34,8 milhões de investidores cadastrados, sendo que o número de usuários ativos aqueles com operações em aberto cresceu 14,23% nos últimos 12 meses.
Quanto ao prazo dos investimentos, a maior parte do público tem priorizado títulos de curto e médio prazo. Papéis com vencimento em até cinco anos representam 52,6% da procura, refletindo uma postura mais cautelosa dos aplicadores diante do cenário econômico. O Tesouro Direto permite que o cidadão financie a dívida pública federal diretamente pela internet, garantindo rentabilidade superior à poupança em diversas modalidades e liquidez diária para os títulos mais populares.
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Fonte: News Rondônia