A prisão do narcotraficante uruguaio Sebastián Marset, ocorrida no dia 13 de março em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, não representa o fim da atuação de grandes organizações criminosas no país. O alerta é do vice-ministro da Defesa Social e Substâncias Controladas, Ernesto Justiniano.
Segundo a autoridade, embora a captura de Marset, considerado um dos criminosos mais procurados do mundo, seja uma baixa significativa para o narcotráfico, ela não elimina a presença de outros líderes do crime. “Se um Marset é preso, provavelmente há outros nove a caminho”, afirmou.
Para Justiniano, a prisão evidencia uma ofensiva do Estado boliviano contra o narcotráfico, mas também expõe as limitações no combate às drogas. De acordo com ele, as ações repressivas atingem menos de 10% da estrutura dessas organizações criminosas.
Na última quarta-feira (1), Marset, que foi expulso da Bolívia e transferido para os Estados Unidos, participou de mais uma audiência no Tribunal Federal do Distrito Leste da Virgínia, em Alexandria. Durante a sessão, tanto a defesa quanto a acusação renunciaram ao direito a um julgamento rápido.
Com isso, o processo foi adiado para o dia 20 de maio. Marset, acusado inicialmente de lavagem de dinheiro, poderá responder também por crimes como tráfico internacional de drogas e conspiração criminosa. Na audiência, ele não se declarou culpado nem inocente.
Caso seja condenado, o narcotraficante pode enfrentar uma pena de até 20 anos de prisão, além de multa superior a 500 mil dólares.
O cartel de drogas operado pelo uruguaio mantinha uma ampla rede de conexões que se estendia da América do Sul à Europa. No Brasil, Marset mantinha ligação direta com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), uma das maiores organizações do crime organizado da América Latina.
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Fonte: News Rondônia