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Previdência e BNDES firmam parceria para incluir critérios ESG em fundos de pensão

O Ministério da Previdência Social e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) estabeleceram, nesta quinta-feira, uma cooperação técnica voltada para a capacitação de gestores e analistas de fundos de pensão. O foco central da parceria é a integração de critérios ambientais, sociais e de governança (ESG) na gestão de ativos das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (EFPCs).
A iniciativa busca alinhar os investimentos previdenciários brasileiros às demandas globais de transição ecológica e aos novos riscos impostos pelas mudanças climáticas. Por meio dessa cooperação, o BNDES compartilhará sua expertise em financiamento sustentável para auxiliar as entidades na identificação de projetos em energia limpa e infraestrutura verde, visando equilibrar rentabilidade com responsabilidade socioambiental.
De acordo com o Ministério da Previdência, a ação é um desdobramento das discussões iniciadas na COP30 e visa dar robustez técnica aos gestores diante de um cenário de crescente necessidade de investimentos em energias renováveis. O governo ressalta que o setor previdenciário, que administra mais de R$ 1 trilhão, é peça estratégica para o financiamento de longo prazo da economia verde no país.
A parceria será operacionalizada pela Secretaria de Regime Próprio e Complementar e pela Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc). Um dos pilares do acordo é garantir que o processo de inclusão de fatores ESG ocorra de forma informativa e orientativa, preservando a autonomia das entidades na gestão de suas carteiras, sem criar novas obrigações regulatórias imediatas para os fundos.
A medida também se alinha à Resolução CMN nº 5.202/2025, que orienta os fundos de previdência complementar a considerarem fatores socioambientais em suas avaliações de risco. Com a capacitação, o governo espera que as decisões de investimento se tornem mais sofisticadas e resilientes às variações do mercado internacional de baixo carbono, utilizando a experiência do BNDES como guia para novos aportes em setores como mobilidade elétrica e recuperação florestal.
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Fonte: News Rondônia

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