A Doença de Chagas foi tema de uma ação educativa promovida pela Prefeitura de Porto Velho, com orientações direcionadas a servidores da rede municipal de saúde para fortalecer a prevenção e o diagnóstico precoce.
A atividade, realizada pela Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), abordou riscos, formas de transmissão, sintomas e medidas de proteção. O objetivo é ampliar o conhecimento dos profissionais e reforçar o enfrentamento à doença no município.
Causada pelo parasita Trypanosoma cruzi, a doença pode apresentar sintomas iniciais como febre, mal-estar, falta de apetite e aumento do fígado e do baço, podendo evoluir para complicações mais graves, como problemas cardíacos e digestivos.
Durante a capacitação, foi destacada a principal forma de transmissão: o contato com fezes do inseto conhecido como barbeiro, que pode contaminar a pessoa após a picada. Também foram abordadas outras formas, como transfusão de sangue contaminado, transplantes, transmissão de mãe para filho e acidentes laboratoriais.
A secretária municipal de Saúde, Sandra Cardoso, ressaltou o compromisso com a prevenção. “Seguimos investindo em estratégias de vigilância e educação em saúde para ampliar o enfrentamento à Doença de Chagas e garantir um atendimento cada vez mais eficaz”, afirmou.
Caso suspeite que encontrou o inseto, não o mate, entre em contato com a DPDZE | Fotos: Gabriel Moreira e Gian Souza
O prefeito Léo Moraes também destacou a importância da conscientização. “Informação e prevenção são fundamentais para proteger a população e evitar novos casos”, disse.
A Semusa reforça que o diagnóstico precoce é essencial e pode ser realizado por meio de exames laboratoriais, com maiores chances de sucesso no tratamento quando a doença é identificada ainda na fase inicial.
Entre as medidas preventivas estão evitar alimentos sem procedência segura, manter ambientes limpos, vedar frestas em residências e evitar a presença de animais que possam atrair o inseto transmissor.
Em caso de suspeita do barbeiro, a orientação é não matar o inseto. O ideal é armazená-lo com segurança e entrar em contato com a Divisão de Pesquisa e Diagnóstico de Zoonoses e Entomologia (DPDZE) para identificação e orientação.
A ação reforça o papel da educação em saúde como ferramenta essencial para ampliar o alcance da informação e proteger a população contra doenças transmissíveis.
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Fonte: News Rondônia