Pular para o conteúdo
Agro

Plano Safra amplia crédito para agricultura familiar

5 minutos de leitura

O governo federal lançou nesta terça-feira (30) o Plano Safra da Agricultura Familiar 2026/2027, com investimentos de R$ 97,3 bilhões destinados a crédito rural, seguro agrícola, assistência técnica, compras públicas e extensão rural. O programa amplia os recursos do Pronaf, reduz taxas de juros e cria condições mais favoráveis para mulheres, jovens, assentados, povos indígenas, quilombolas e pequenos produtores rurais.

O governo federal apresentou oficialmente o Plano Safra da Agricultura Familiar 2026/2027, considerado a principal política pública de incentivo aos pequenos produtores rurais brasileiros.

Ao todo, serão disponibilizados R$ 97,3 bilhões em recursos destinados ao fortalecimento da produção agrícola familiar, incluindo crédito rural, seguro agrícola, assistência técnica, compras públicas e ações de extensão rural.

Do montante anunciado, R$ 85,2 bilhões serão destinados ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), representando crescimento de quase 9% em relação à safra anterior.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, o objetivo é ampliar o acesso ao crédito com juros reduzidos, estimular a produção de alimentos e fortalecer a agricultura sustentável.

Pronaf recebe maior volume de recursos O Pronaf permanece como principal instrumento de financiamento da agricultura familiar no Brasil.

De acordo com a ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Fernanda Machiaveli, o programa alcançou mais de 2,4 milhões de agricultores familiares nas últimas três safras.

Além do aumento do volume de crédito, o governo anunciou redução nas taxas de financiamento para culturas consideradas estratégicas para a segurança alimentar.

Juros menores para produção de alimentos Entre as principais novidades está a redução dos juros para produtores que cultivam alimentos básicos.

As novas condições incluem: produção de arroz, feijão, mandioca, frutas, hortaliças e leite: juros reduzidos de 3% para 2% ao ano; produção orgânica e produtos da sociobiodiversidade: redução de 2% para 1% ao ano.

Segundo o governo, a medida busca ampliar a oferta de alimentos e incentivar sistemas produtivos ambientalmente sustentáveis.

Microcrédito rural tem limites ampliados O Plano Safra também fortalece o Pronaf B, modalidade voltada ao microcrédito rural.

As mudanças incluem: aumento do limite de crédito de R$ 53 mil para R$ 74 mil por unidade familiar; elevação do limite de renda anual para acesso ao programa, passando de R$ 50 mil para R$ 60 mil.

A linha mantém juros de apenas 0,5% ao ano, prazo de três anos para pagamento e bônus de até 40% para quem quitar as parcelas em dia.

Incentivos para mulheres rurais As mulheres agricultoras também foram contempladas com novas condições de financiamento.

O Pronaf Investimento reduziu os juros de 3% para 2% ao ano, com limite de financiamento de até R$ 100 mil.

Além disso, no Pronaf B, as produtoras poderão acessar: R$ 20 mil para os Quintais Produtivos; nova linha de custeio de R$ 8 mil; até R$ 28 mil adicionais em microcrédito rural.

Jovens recebem mais incentivos Para estimular a permanência dos jovens no campo, o governo ampliou os limites de financiamento.

As principais mudanças incluem: aumento do limite de financiamento de R$ 8 mil para R$ 16 mil quando dois jovens da mesma família acessarem o programa; elevação do Pronaf Jovem de R$ 35 mil para R$ 50 mil; redução da taxa de juros de 3% para 2% ao ano.

Crédito para habitação rural O Plano Safra também contempla melhorias na qualidade de vida das famílias agricultoras.

Entre as medidas anunciadas estão: até R$ 10 mil para reformas de moradias e instalações sanitárias; juros de 0,5% ao ano; prazo de cinco anos para pagamento; desconto de até 40% para pagamentos realizados em dia.

No financiamento habitacional, famílias com renda anual de até R$ 150 mil terão acesso à linha com juros reduzidos de 8% para 5% ao ano.

Máquinas e modernização da produção O governo também ampliou o incentivo à mecanização das pequenas propriedades.

As taxas para aquisição de máquinas caíram de 2,5% para 1,5% ao ano, enquanto o limite de financiamento passou de R$ 100 mil para R$ 120 mil.

Também receberam juros reduzidos investimentos em: irrigação; cultivo protegido; armazenagem; ordenhadeiras; tanques de resfriamento de leite; pesca e aquicultura; conectividade rural; equipamentos de acessibilidade.

Já os financiamentos para tratores e implementos agrícolas de até R$ 250 mil permanecem com taxa de 5% ao ano.

Sustentabilidade ganha incentivo O Plano Safra reforça as políticas voltadas à agricultura sustentável.

Os financiamentos para produção agroecológica, orgânica e produtos da sociobiodiversidade passam a contar com juros reduzidos para apenas 1% ao ano, fortalecendo práticas agrícolas alinhadas à preservação ambiental e à adaptação às mudanças climáticas.

Plano Safra total supera R$ 620 bilhões

Além dos recursos destinados à agricultura familiar, o governo lançou também o Plano Safra voltado à agricultura empresarial.

Foram anunciados R$ 525,1 bilhões para médios e grandes produtores.

Somando os dois programas, o crédito rural disponibilizado para a safra 2026/2027 ultrapassa R$ 620 bilhões, configurando um dos maiores volumes de financiamento da história do setor agropecuário brasileiro.

FAQ Quanto o governo destinou para a agricultura familiar?

Serão R$ 97,3 bilhões em investimentos para a safra 2026/2027.

Quanto será destinado ao Pronaf?

O Pronaf contará com R$ 85,2 bilhões em crédito rural.

Quais produtores terão juros menores?

Produtores de alimentos básicos, agricultura orgânica e produtos da sociobiodiversidade terão redução nas taxas de financiamento.

Mulheres terão benefícios específicos?

Sim. O Plano Safra amplia linhas de crédito e reduz juros para investimentos realizados por mulheres agricultoras.

O Plano Safra também beneficia jovens?

Sim. O governo ampliou limites de financiamento e reduziu juros para incentivar a permanência da juventude no campo.

Com informações de Luiz Cláudio Ferreira – Repórter da Agência Brasil Veja mais notícias