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Pesquisa revela que mulheres são as principais cuidadoras de pessoas com autismo no Brasil

No Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo, celebrado nesta quinta-feira, 2 de abril, dados antecipados do “Mapa do Autismo no Brasil” trazem um retrato detalhado sobre a rede de apoio e os desafios das famílias. A pesquisa, que ouviu mais de 23 mil pessoas, revela que a responsabilidade pelo cuidado recai majoritariamente sobre as mulheres. Muitas dessas mães, como a advogada Anaiara Ribeiro, precisam adaptar suas carreiras ou deixar o mercado de trabalho para garantir o suporte terapêutico e educacional necessário aos filhos.
Um dado positivo destacado pela ONG é o avanço no diagnóstico precoce. Atualmente, a média de idade para a identificação do Transtorno do Espectro Autista (TEA) no Brasil é de 4 anos, alinhando-se aos padrões internacionais. Especialistas reforçam que quanto mais cedo ocorre o diagnóstico, melhores são os resultados dos estímulos e tratamentos. No entanto, o custo financeiro permanece um obstáculo: as famílias gastam, em média, mais de R$ 1 mil mensais com terapias, recorrendo majoritariamente a planos de saúde ou ao sistema público, especialmente nas regiões Norte e Nordeste.
Para enfrentar o déficit na assistência, o Ministério da Saúde anunciou hoje a habilitação de 59 novos serviços especializados, com um investimento de R$ 83 milhões. O aporte será destinado a Centros Especializados em Reabilitação (CER), oficinas ortopédicas e transporte adaptado. Segundo o ministro Alexandre Padilha, a meta é estruturar uma rede que contemple desde a identificação na atenção primária até o atendimento multidisciplinar no SUS, garantindo que os 2,4 milhões de autistas estimados pelo IBGE tenham acesso a direitos básicos.
Além da saúde, a inclusão social e educacional aparece como pilar fundamental para a autonomia. O caso de João, que aos 18 anos ingressou no curso de jornalismo em Brasília acompanhado pela mãe, exemplifica a importância de políticas de acessibilidade e lazer. O relatório final do mapeamento será entregue ao poder público com recomendações específicas para cada estado, visando combater a invisibilidade do transtorno e fortalecer a rede de proteção para as cuidadoras, que muitas vezes enfrentam sozinhas o abandono afetivo e financeiro dos parceiros após o diagnóstico.
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Fonte: News Rondônia

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