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Pausas para hidratação geram debate na Copa do Mundo

As novas pausas para hidratação de três minutos, implementadas pela Fifa na Copa do Mundo de 2026, tornaram-se um dos pontos mais debatidos do torneio. Adotada após preocupações com o clima extremo durante a Copa do Mundo de Clubes do ano passado, a norma prevê paradas obrigatórias por volta do 22º minuto de cada tempo. A medida, que visa garantir a saúde dos atletas, é aplicada de forma uniforme em todos os jogos, independentemente das condições meteorológicas de cada sede.
Visão dos jogadores e o impacto comercial
Para muitos jogadores, a interrupção é vista com ressalvas. O capitão da Holanda, Virgil van Dijk, criticou o uso das pausas para a exibição de comerciais, ressaltando que o procedimento prejudica a experiência dos espectadores. Atletas como o belga Youri Tielemans ponderam que, embora a uniformidade da regra seja necessária para manter a justiça esportiva, nem todas as partidas ocorrem sob calor excessivo, o que tornaria a pausa desnecessária em certos locais.
Uso tático e críticas médicas
Do lado dos treinadores, a parada é frequentemente utilizada como um “intervalo tático” adicional. Técnicos como Rudi Garcia, da Bélgica, e Didier Deschamps, da França, admitem que o tempo extra permite realizar ajustes pontuais e orientar a equipe, o que pode influenciar diretamente no resultado das partidas. Em contrapartida, especialistas da área médica defendem que os atuais três minutos são insuficientes. Douglas Casa, do Korey Stringer Institute, sugere que as pausas deveriam durar entre cinco e seis minutos para garantir uma hidratação segura, dado o crescente estresse térmico enfrentado pelos atletas em meio às mudanças climáticas.
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Fonte: News Rondônia

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