Ao longo dos 580 dias em que esteve preso na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, de 7 de abril de 2018 a 8 de novembro de 2019, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva manteve intensa atividade política e comunicativa sem que qualquer restrição judicial impedisse a divulgação de suas manifestações. O petista escreveu
A IG4, gestora de recursos especializada em reestruturação de empresas, negocia a compra de uma participação na Oncoclínicas, rede de tratamento oncológico que iniciou processo de recuperação extrajudicial nesta segunda-feira (13) para renegociar R$ 5,1 bilhões em dívidas.
A Justiça Militar condenou o ex-sargento da Aeronáutica Manoel da Silva Rodrigues a três anos de reclusão, em regime fechado, pelo transporte de 37 quilos de cocaína em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) que dava apoio à comitiva do então presidente Jair Bolsonaro (PL) durante viagem ao Japão, em junho de 2019, para o encontro do G-20.
Alexandre de Moraes, ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), rejeitou um pedido da defesa de Rodrigo Bacellar (União), ex-deputado estadual no Rio e ex-presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio), para que a corte julgue presencialmente se aceita ou não a denúncia contra ele.
O presidente colombiano, Gustavo Petro, classificou como "assassinato" a morte de um colombiano nos Estados Unidos pelas mãos de agentes do ICE, a polícia americana anti-imigração, responsável por colocar em prática a campanha de Donald Trump de batidas e deportações contra imigrantes.
O ministro do STF Alexandre de Moraes suspendeu por 90 dias as visitas de Flávio Bolsonaro (PL) a seu pai, Jair Bolsonaro, após o senador divulgar uma carta que teria sido escrita pelo ex-presidente. A decisão foi criticada por bolsonaristas, já que Lula, quando esteve preso, enviava cartas aos apoiadores.
Conheça a cooperativa que ajudou a transformar o robusta amazônico em café premiado
Durante muitos anos, o café robusta foi visto apenas como um grão comum, destinado principalmente à indústria. Em Rondônia, essa história começou a mudar quando agricultores familiares passaram a investir em qualidade, inovação e cooperativismo. Hoje, cafés produzidos por essas famílias conquistam prêmios, cruzam oceanos e chegam às xícaras de consumidores em países como Coreia do Sul, China, Alemanha e Espanha.
No centro dessa transformação está a Cooperativa dos Agricultores Familiares da Amazônia (Lacoop Amazônia), criada em 2017, quando um grupo de produtores percebeu que o café produzido na região tinha características únicas, mas enfrentava um desafio: comercializar microlotes de cafés especiais.
"A dificuldade que se tinha em comercializar microlotes de café fez com que reunissem um grupo de produtores e começasse a ideia de se criar uma organização que pudesse fazer isso por eles. Daí nasceu a Lacoop", explica o diretor-presidente da cooperativa, Nildo Pereira.
A partir da criação da cooperativa, os produtores passaram a trabalhar de forma coletiva para elevar o padrão dos cafés produzidos nas propriedades familiares. O foco deixou de ser apenas a produtividade e passou a incluir qualidade, sustentabilidade e agregação de valor ao produto.
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Da lavoura à xícara
Conheça a cooperativa que ajudou a transformar o robusta amazônico em café premiado
Reprodução/LaCoop Amazônia
Segundo Nildo Pereira, o diferencial do café produzido em Rondônia começa nas próprias características da Amazônia. O clima, a umidade e a nebulosidade influenciam o desenvolvimento dos grãos e ajudam a formar um perfil sensorial próprio, que hoje distingue o robusta amazônico no mercado de cafés especiais.
"Os cafés especiais na Amazônia e em Rondônia surgiram justamente pelo diferencial que é produzir na região amazônica, pelas características que esse produto tem em função de tudo que cerca a Amazônia, clima, nebulosidade, umidade. Tudo isso faz com que o café da Amazônia, o café de Rondônia e, em especial, o café robusto amazônico, o Matas de Rondônia, tenha características únicas", disse.
Além das condições naturais, a cooperativa passou a orientar os produtores sobre boas práticas de manejo, uso racional de agroquímicos e protocolos de produção voltados à qualidade e à sustentabilidade. A proposta, segundo o diretor, é buscar um equilíbrio entre produtividade, preservação ambiental e retorno financeiro para as famílias.
"A forma de produzir o que mudou foi, de fato, alguns cuidados culturais, alguns tratos culturais que vêm de encontro com a qualidade, o zelo pelo uso racional dos agroquímicos de forma que não viesse a interferir na qualidade do café", explicou.
Qualidade que abriu mercados
Café Robusta Amazônico conquistou prêmios e chegou a mercados internacionais
Reprodução/LaCoop Amazônia
O investimento na qualidade começou a refletir nos resultados. Ao longo dos últimos anos, cafés produzidos por cooperados passaram a conquistar espaço nos principais concursos de cafés especiais de Rondônia e abriram portas para novos mercados.
"Hoje 70% de todos os cafés premiados em Rondônia, de uma certa forma, são de pessoas diretamente envolvidas na Lacoop", informou.
O reconhecimento também ajudou a ampliar a presença do robusta amazônico no mercado internacional. Os grãos produzidos pelos cooperados já foram exportados para países da Ásia e da Europa, enquanto o mercado brasileiro continua sendo o principal destino da produção.
"Os cafés da cooperativa já chegaram a mercados asiáticos, principalmente Coréia, China, além de países da Europa, Alemanha", disse.
Mais do que reconhecimento, os prêmios também mudaram a forma como muitos produtores comercializam o café. Em vez de vender apenas o grão cru, parte dos cooperados passou a investir em marcas próprias e em todas as etapas de beneficiamento, agregando valor ao produto.
"Grande parte dos produtores premiados criaram as suas próprias marcas, estão fazendo o ciclo completo, torrando, moendo, empacotando e colocando nas grandes cafeterias Brasil afora", informou.
Para Nildo Pereira, essa transformação é resultado de um trabalho construído ao longo dos últimos anos para mostrar que o robusta amazônico poderia ser reconhecido não apenas pela produtividade, mas também pela qualidade e pela identidade.
"Caracterizar o café produzido aqui como único, criar uma característica para ele, foi um diferencial, foi o que de fato fez com que hoje estivesse no nível que nós estamos", explicou.
Café Robusta Amazônico
Reprodução/LaCoop Amazônia
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