A ministra do STF (Supremo Tribunal Federal) Cármen Lúcia vai lançar na sexta (11), na 28ª Bienal do Livro de São Paulo, no Anhembi, a obra infantojuvenil "O Livro da Democracia", escrita em parceria com a jornalista Mariana Oliveira.Leia mais (09/09/2026 - 14h07)
A Justiça de São Paulo reconheceu falhas na prestação do serviço de fornecimento de energia pela Enel Distribuição São Paulo durante o apagão provocado pelo ciclone extratropical ocorrido em 9 e 10 de dezembro de 2025 em São Paulo. Mais de 2 milhões de consumidores foram afetados.
Em resposta à ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP), a Justiça rejeitou o argumento da concessionária de que o fenômeno climático, por si só, seria suficiente para excluir sua responsabilidade.
De acordo com o MPSP, embora o fenômeno climático tenha desencadeado as interrupções, essa não foi a causa exclusiva da extensão dos danos e da demora no restabelecimento do serviço.
O Ministério Público acrescenta que eventos climáticos, sejam eles de quaisquer intensidades, fazem parte dos riscos previstos na atividade e serviços prestados pela Enel.
“Por essa razão, [tais ocorrências] não afastam automaticamente a responsabilidade da concessionária, que deve manter infraestrutura, planejamento e capacidade operacional adequados para prevenir e reduzir os impactos sobre a população.”
Na ação, foram apontadas as seguintes falhas:
concentração das equipes no horário comercial;
forte redução do efetivo durante a noite e a madrugada;
uso insuficiente de veículos de grande porte;
emprego de equipes sem preparação para ocorrências complexas;
baixa resolutividade dos atendimentos;
deficiências no controle da vegetação próxima à rede.
Queda de árvores sobre carros na Rua Paula Ney, na Vila Mariana, em 10 de dezembro de 2025. Paulo Pinto/Agência Brasil
Números
Dados da Aneel registram que a rede teve 6.715 ocorrências de interrupção do fornecimento em 10 de dezembro. Desse total, 3.056 ocorrências (46%) demoraram mais de 24 horas para ser solucionadas e, em conjunto, atingiram 759.304 unidades consumidoras.
“O número de 6.715, portanto, não corresponde à quantidade de pessoas ou imóveis afetados, mas aos registros de interrupção na rede, cada um deles potencialmente capaz de alcançar diversos consumidores. Houve consumidores sem energia até o sexto dia após o evento climático, e a ocorrência mais longa durou 142,8 horas”, completa o MPSP.
A Justiça entendeu que os dados mostram que a intensidade do ciclone pode explicar o início das interrupções, mas não justifica a demora excessiva na recomposição do serviço. A decisão afirma que os prejuízos foram agravados por insuficiências de planejamento, manutenção e capacidade de resposta da concessionária.
O que diz a Enel
Por meio de nota, a Enel informou que sua atuação no evento climático severo iniciado em 10 de dezembro de 2025 foi compatível com a magnitude excepcional do fenômeno.
Para a concessionária, o principal fator de impacto foram os ventos fortes e prolongados, que se estenderam por mais de dois dias consecutivos.
“Mesmo nesse cenário, a companhia apresentou resposta mais rápida do que nos eventos de novembro de 2023 e outubro de 2024: em nove horas, restabeleceu o fornecimento para 2,5 milhões de unidades consumidoras. Em 24 horas, 80% dos clientes impactados, cerca de 3,4 milhões, já estavam com o serviço normalizado.”
Segundo a empresa, a operação mobilizou cerca de 1,6 mil equipes ao longo do dia, período de maior concentração por ter produtividade maior do que à noite, quando há restrições de segurança e visibilidade.
A Enel disse ainda que o número de equipes trabalhando para retomar a transmissão foi de 25% a 33% maior do que os parâmetros previstos no Plano de Recuperação apresentado a Aneel. Também reforçou que equipes de outras especialidades e capacitadas, atuaram de forma complementar.
“A companhia reforça que vem apresentando evolução consistente nos indicadores de atendimento emergencial nos últimos três anos, como tempo médio de atendimento e interrupções prolongadas, que estão melhores do que a média nacional das grandes distribuidora.”
VIENA, 9 Set (Reuters) - A diretoria ?da agência ?nuclear da ONU, composta por 35 países, ?aprovou ?uma ?resolução que ?encaminha o ?Irã ao Conselho de Segurança da ?ONU pela primeira ?vez ?em 20 anos por ?violar suas obrigações de não proliferação, informaram diplomatas nesta quarta-feira.
O governo mexicano anunciou, nesta quarta-feira (9), que reforçará as medidas contra a sonegação fiscal para aumentar a arrecadação sem criar novos impostos durante 2027, ano eleitoral.
O governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), comentou nesta quarta-feira, 9, o resultado da última pesquisa Quaest com intenções de voto no Estado. O levantamento, divulgado ontem, mostrou Tarcísio liderando a disputa, com 42% das intenções de voto no cenário estimulado no primeiro turno, à frente de Fernando Haddad, do PT, que somou 27%.
Polícia Federal (PF)
Divulgação/PF
A Polícia Federal (PF) realizou, nesta quarta-feira (9), uma operação para investigar um suposto esquema de apropriação indevida e desvio de recursos públicos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC). As supostas irregularidades ocorreram durante as eleições municipais de 2024, em Rondônia. Foram cumpridas medidas judiciais em Ji-Paraná (RO), Nova Mamoré (RO) e em Porto Velho.
Durante as buscas, os agentes apreenderam aparelhos eletrônicos, documentos e mais de R$ 56 mil em espécie.
De acordo com a corporação, a apuração começou a partir da análise de prestações de contas eleitorais. Os investigadores identificaram movimentações financeiras consideradas anormais envolvendo uma empresa responsável por prestar serviços contábeis a campanhas.
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A PF aponta que a empresa recebia valores expressivos de origem eleitoral. Em seguida, o dinheiro era transferido para pessoas físicas e jurídicas relacionadas ao esquema. Outras movimentações suspeitas, sem vínculo claro com os serviços declarados, também são alvo de apuração.
O caso segue sob investigação para confirmar a ocorrência de apropriação indébita eleitoral, crime previsto no artigo 354-A do Código Eleitoral. A polícia também busca identificar outros possíveis delitos cometidos pelo grupo ao longo das investigações.
O g1 entrou em contato com o prefeito de Nova Mamoré (RO), mas até a última atualização desta reportagem não tivemos retorno.
Um dos alvos da Operação Dreno, deflagrada nesta quarta-feira (9) pela Polícia Federal, é o prefeito de Nova Mamoré, Marcélio Brasileiro (PL). Na campanha de...