O Ministério da Saúde emitiu um alerta oficial nesta quarta-feira, 1º de abril, para rebater uma nova onda de desinformação que circula nas redes sociais sobre a vacina contra a gripe. As publicações falsas afirmam, sem qualquer embasamento científico, que o imunizante aumentaria o risco de contrair a enfermidade ou causaria uma forma mais grave da doença. A pasta esclareceu que a vacina disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) é composta por vírus inativados, fragmentados e purificados, o que torna biologicamente impossível a transmissão da gripe através da dose.
De acordo com o comunicado, a confusão muitas vezes ocorre porque a campanha de vacinação coincide com o outono e o inverno, períodos de maior circulação de outros patógenos, como o rinovírus, o vírus sincicial respiratório (VSR) e a própria covid-19. Como os sintomas dessas viroses são semelhantes aos da influenza, algumas pessoas desenvolvem resfriados logo após serem imunizadas e acreditam, erroneamente, que a vacina foi a causa. O ministério reforça que a dose trivalente é pré-qualificada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e tem eficácia comprovada na redução de casos graves e óbitos.
A Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza, iniciada no último sábado, já distribuiu mais de 2,3 milhões de doses em todo o país. O público-alvo inclui idosos, crianças de seis meses a seis anos, gestantes, trabalhadores da saúde e pessoas com comorbidades. A imunização anual é necessária porque as cepas do vírus são atualizadas constantemente para combater as variantes mais prevalentes em circulação no mundo, garantindo que a proteção seja específica para os riscos de cada temporada.
Além de combater as fake news, as autoridades de saúde intensificaram o monitoramento de novas sublinhagens da Influenza A (H3N2), como o subclado K, que tem registrado alta incidência na América do Norte. No Brasil, apenas quatro casos foram identificados até o momento, graças à vigilância rigorosa de laboratórios como a Fiocruz e o Instituto Adolfo Lutz. O Ministério da Saúde orienta a população a buscar informações apenas em fontes oficiais e destaca que a vacinação continua sendo a estratégia mais segura para evitar internações e salvar vidas.
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Fonte: News Rondônia