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Marina Silva deixa Ministério do Meio Ambiente com queda de 50% no desmatamento

Após 39 meses à frente do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), Marina Silva encerrou sua terceira passagem pela pasta nesta quarta-feira, 1º de abril. Em um discurso detalhado de despedida em Brasília, a ministra apresentou resultados expressivos de sua gestão, com destaque para a redução histórica da degradação ambiental. Entre 2022 e 2025, o desmatamento na Amazônia recuou 50%, enquanto no Cerrado a queda foi de 32,3%, evitando a emissão de mais de 733 milhões de toneladas de gás carbônico na atmosfera.
A gestão de Marina foi marcada por uma intensa recuperação institucional após o período de desmonte dos órgãos fiscalizadores. O orçamento anual do ministério saltou de R$ 865 milhões em 2022 para R$ 1,9 bilhão em 2025, um crescimento de 120%. Além dos recursos financeiros, a pasta incorporou mais de 1.500 novos servidores distribuídos entre Ibama, ICMBio e o Jardim Botânico do Rio de Janeiro, fortalecendo a capacidade técnica e operacional do Estado brasileiro para enfrentar crimes ambientais.
Os números da fiscalização acompanharam o reforço estrutural. Sob o comando de Marina, as ações do Ibama na Amazônia cresceram 80%, resultando em um aumento de 51% nas áreas embargadas e na redução de 50% da mineração ilegal na região. A ministra enfatizou que esses avanços permitiram ao Brasil retomar o protagonismo na agenda climática global, saindo de um cenário de isolamento para uma liderança ativa no combate ao negacionismo e na proteção de biomas estratégicos.
A sucessão no MMA será conduzida por João Paulo Ribeiro Capobianco, nomeado pelo presidente Lula para garantir a continuidade das políticas atuais. Em suas palavras finais, Marina definiu sua atuação política como um serviço persistente à sociedade e ao planeta, reforçando a necessidade de união coletiva para enfrentar os desafios ambientais. A ex-ministra deixa o cargo com a perspectiva de que, se o ritmo atual de proteção for mantido, o país poderá alcançar em breve a menor taxa de desmatamento de sua série histórica.
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Fonte: News Rondônia

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