O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, nesta terça-feira (19), que determinou à Caixa Econômica Federal a elaboração de um estudo técnico para diagnosticar os motivos pelos quais o programa Reforma Casa Brasil não tem atingido os resultados projetados pelo governo. O anúncio foi feito durante a abertura do Encontro Internacional da Indústria da Construção (Enic), realizado na cidade de São Paulo.
Apesar da disponibilidade de recursos do Fundo Social destinados ao financiamento de melhorias habitacionais, a procura pela linha de crédito permanece abaixo do esperado. O governo federal avalia que o volume de famílias interessadas em realizar pequenas obras, como reformas de telhados, ampliações de cômodos ou ajustes estruturais, é expressivo, o que torna o cenário atual contraditório.
Suspeita de entraves burocráticos
Em seu pronunciamento, o presidente manifestou estranheza com os números e sinalizou que a burocracia excessiva nos processos de análise de crédito pode ser a causa do engessamento do programa. “Vou chutar: é a burocracia. Sem conhecer a fundo, é a burocracia que está emperrando o financiamento”, afirmou Lula, cobrando agilidade da estatal para reverter o quadro.
A demanda por pequenos investimentos domésticos, como a construção de garagens, quartos, banheiros ou áreas de lazer, é considerada uma oportunidade para aquecer o setor da construção civil e melhorar a qualidade de vida da população de baixa renda. O chefe do Executivo espera que a Caixa Econômica apresente o relatório de diagnóstico e as possíveis soluções na próxima semana.
Características do programa e facilidades recentes
O Reforma Casa Brasil é uma linha de crédito específica voltada para beneficiários que já integram o programa Minha Casa Minha Vida. O financiamento tem como finalidade permitir que as famílias executem reparos e melhorias necessárias em seus imóveis próprios, utilizando verbas públicas destinadas a investimentos de impacto social.
Recentemente, buscando atrair mais interessados e facilitar a viabilidade econômica das obras, o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou medidas de estímulo ao programa, incluindo a redução das taxas de juros e a ampliação dos prazos de amortização da dívida. A expectativa do governo é de que, após a revisão técnica solicitada pelo presidente, o programa consiga destravar o crédito e alcançar as metas de atendimento habitacional previstas inicialmente.
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Fonte: News Rondônia