Se Liga Rondônia
Se Liga Rondônia

Inverno brasileiro será mais quente devido ao El Niño

O inverno no Hemisfério Sul tem início neste domingo (21), às 5h25, mas os brasileiros devem sentir um clima diferente do habitual. De acordo com um estudo divulgado nesta quinta-feira (18) pela consultoria meteorológica Nottus, o fenômeno El Niño influenciará a estação, reduzindo a frequência de episódios de frio intenso e mantendo as temperaturas mais elevadas na maior parte do país nos próximos três meses.
Impactos regionais e chuvas
O El Niño, caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico, altera o regime de chuvas em diversas regiões. A previsão indica precipitações acima da média no Sul, enquanto o Norte e o Nordeste devem enfrentar períodos mais secos e menos intensos. Segundo o meteorologista Alexandre Nascimento, embora frentes frias ocorram, elas serão breves. “El Niño não tem frio? Tem, mas são eventos curtos, muito rápidos”, explica o especialista.
A partir de agosto, a combinação de ventos do Norte e períodos de seca favorecerá a ocorrência de veranicos e possíveis ondas de calor pelo interior do país. Para o mês de setembro, a tendência é que a chuva ganhe força na Região Sul, superando a média histórica, enquanto o Nordeste deve registrar precipitações abaixo do esperado. Apesar do volume de chuva projetado para o Sul, o meteorologista descarta, por ora, a repetição de eventos extremos como os registrados em 2024.
Preocupação com o Super El Niño
O cenário exige cautela das autoridades devido à possibilidade de o fenômeno atingir uma intensidade muito forte entre setembro de 2026 e fevereiro de 2027, com o aquecimento das águas superando os 2,5 graus Celsius. Esse cenário de “Super El Niño” motivou o governo federal a instalar uma Sala de Situação Interministerial para monitorar riscos e preparar planos de contingência.
No que tange ao sistema elétrico brasileiro, a avaliação indica um cenário de contrastes. Enquanto o El Niño pode beneficiar a geração hidrelétrica em 2026, com o aumento das chuvas no Sul e Sudeste, 2027 traz preocupações. O meteorologista aponta para um risco de pressão sobre o sistema no primeiro trimestre do próximo ano, devido à combinação de consumo elevado causado por ondas de calor e a escassez de chuvas nas regiões Norte e Nordeste.
Veja mais notícias


Fonte: News Rondônia

+Notícias

Últimas Notícias