O Instituto Sou da Paz apresentou, nesta terça-feira (9), a campanha “Vote pela Paz” e a agenda eleitoral “Brasil em Ação pela Paz”. O documento reúne propostas voltadas a subsidiar candidaturas com soluções estruturadas para a segurança pública, contrapondo-se a promessas baseadas no improviso. A agenda é organizada em cinco eixos centrais: proteção de meninas e mulheres, fortalecimento das polícias, enfrentamento ao crime organizado, redução de roubos e controle de armas ilegais.
Cenário de violência
Apesar da queda recente em alguns índices de homicídios, o país ainda registra mais de 44 mil mortes violentas por ano. Segundo Carolina Ricardo, diretora-executiva do Sou da Paz, a insegurança altera o comportamento dos brasileiros: 53% da população evita sair à noite e 31% teme utilizar o celular em vias públicas. A diretora enfatiza que a sociedade demanda “firmeza que funcione”, com foco em tecnologia, investigação e profissionalização das forças de segurança, em vez de medidas simplistas.
Investigação financeira e crime organizado
Um dos pilares da agenda é a asfixia das bases financeiras das organizações criminosas. Nos últimos três anos, o crime organizado movimentou mais de 350 bilhões de reais em atividades diversas, como garimpo ilegal, contrabando e venda de combustíveis.
“É preciso trazer o sistema financeiro para o debate, fazer investigação financeira e combate à lavagem de dinheiro”, defende Carolina. A proposta sugere a integração entre órgãos como Polícia Federal, Receita Federal e Banco Central para desmantelar as estruturas de comando. Além disso, a agenda alerta para a infiltração de grupos criminosos na administração pública, citando um crescimento de 335% nos casos de violência política no país nos últimos três anos.
Prioridades da sociedade
A pesquisa do Instituto Sou da Paz revela que a opinião pública tende a apoiar soluções técnicas: 82% dos entrevistados aprovam o uso de câmeras corporais para proteção de policiais e produção de provas, enquanto 65% defendem a melhoria na preparação das corporações em detrimento de apenas aumentar o efetivo. O documento reforça ainda a importância da valorização profissional e da cautela em incursões territoriais, defendendo o uso da inteligência policial como ferramenta prioritária para reduzir a violência e restaurar a confiança nas instituições democráticas.
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Fonte: News Rondônia