O Fundo Amazônia, em parceria com o BNDES e o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), anunciou o lançamento do Prêmio Fundo Amazônia-Conhecer e Reconhecer. A iniciativa tem como foco selecionar e premiar experiências concretas de proteção territorial e ambiental conduzidas por quem vive na floresta. No total, serão investidos R$ 2,5 milhões para apoiar 50 iniciativas, divididas entre organizações indígenas (15), quilombolas (15) e de outros segmentos tradicionais (20), como ribeirinhos e extrativistas.
A diretora Socioambiental do BNDES, Tereza Campello, afirmou que o prêmio marca uma nova fase do Fundo Amazônia, com o objetivo de transferir recursos diretamente para as bases que já atuam na linha de frente da conservação. Para Cláudia Regina Sala de Pinho, da Secretaria Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais (SNPCT), a premiação vai além do valor financeiro, simbolizando o reconhecimento de tecnologias ancestrais e modos de vida que garantem o equilíbrio do bioma amazônico.
Para participar, as organizações devem comprovar resultados práticos em seus territórios. Entre as atividades aceitas estão o monitoramento ambiental, restauração ecológica, manejo integrado do fogo, segurança alimentar e práticas culturais voltadas à gestão da terra. Toya Manchineri, coordenador-geral da Coiab, reforçou que esses projetos são fundamentais não apenas para os povos originários, mas para a regulação climática global, mantendo a floresta em pé e produtiva.
As inscrições permanecem abertas até o dia 6 de julho de 2026, através dos canais oficiais do Fundo Amazônia. O processo de seleção será dividido em duas etapas: uma verificação documental conduzida pelo BNDES e uma análise qualitativa feita por comissões especializadas. Essas comissões contarão com a participação de entidades representativas, como a Coiab e a Conaq, além de representantes dos ministérios dos Povos Indígenas, do Meio Ambiente e da Igualdade Racial.
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Fonte: News Rondônia