A tensão diplomática entre os Estados Unidos e seus principais aliados europeus atingiu um novo patamar nesta terça-feira, 31 de março. França e Itália se uniram à posição da Espanha ao restringir o apoio logístico às operações militares de Israel e dos EUA no conflito contra o Irã. A decisão ocorre em meio a ataques verbais do presidente norte-americano, Donald Trump, que utilizou suas redes sociais para classificar os parceiros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) como “covardes” e “inúteis” diante da guerra que já dura um mês.
A França negou, pela primeira vez desde o início do conflito em fevereiro, que aviões israelenses carregados com suprimentos militares dos EUA utilizassem seu espaço aéreo. Fontes diplomáticas confirmaram que a recusa ocorreu no último fim de semana, gerando uma reação imediata de Trump. O presidente norte-americano afirmou que “os EUA lembrarão” da postura francesa, referindo-se ao país como um aliado que não colaborou na eliminação de alvos estratégicos em território iraniano. Até o momento, o governo francês não emitiu comentários oficiais sobre a restrição.
Na Itália, a resistência manifestou-se na base aérea de Sigonella, na Sicília. O governo italiano negou permissão para que bombardeiros norte-americanos pousassem na unidade antes de seguirem para o Oriente Médio. De acordo com autoridades locais, a negativa fundamentou-se no descumprimento de tratados internacionais, uma vez que os EUA não teriam solicitado a autorização prévia necessária nem consultado a liderança militar italiana. A medida reforça o isolamento das operações de Washington dentro do continente europeu.
A Espanha, sob a liderança do primeiro-ministro Pedro Sánchez, mantém o fechamento de seu espaço aéreo para aeronaves envolvidas no conflito desde o primeiro dia de combates. A ministra da Defesa espanhola, Margarita Robles, reiterou que as bases no país só serão cedidas para ações de “defesa coletiva” previstas pela Otan, excluindo ofensivas unilaterais no Irã. O racha diplomático evidencia uma crise de confiança na aliança transatlântica, com a Europa buscando se distanciar de uma escalada militar direta no Oriente Médio.
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Fonte: News Rondônia