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Fazenda eleva projeção de inflação para 2026 com alta do petróleo

A Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda atualizou nesta sexta-feira as projeções macroeconômicas para 2026, elevando a previsão da inflação oficial. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu de 3,6% para 3,7%, refletindo a volatilidade do mercado internacional de energia e o aumento dos custos de produção.
A revisão foi motivada principalmente pelo encarecimento do barril de petróleo, que teve sua estimativa média elevada de US$ 65,97 para US$ 73,09. O governo projeta que parte dessa alta nas refinarias será repassada ao consumidor final, embora a valorização do real frente ao dólar ajude a amortecer moderadamente o impacto inflacionário.
Além do IPCA, o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI), que monitora custos no atacado e na indústria extrativa, sofreu uma revisão mais expressiva, saltando de 4,6% para 4,9%. Esse indicador é tradicionalmente mais sensível às oscilações de commodities e derivados de petróleo, afetando diretamente a cadeia produtiva nacional.
PIB mantém estimativa de crescimento
Apesar da pressão nos preços, o Ministério da Fazenda manteve a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2,3% para 2026. Segundo a equipe econômica, a condição do Brasil como exportador líquido de petróleo e derivados permite que a valorização da commodity gere benefícios para a atividade econômica brasileira.
Em simulações de cenários mais severos, como uma guerra prolongada no Oriente Médio, o governo estima que o PIB poderia ganhar até 0,36 ponto percentual extra de crescimento. Contudo, esse cenário traria uma pressão inflacionária ainda maior, podendo elevar o índice de preços em até 0,58 ponto percentual acima das projeções atuais.
Medidas de contenção e impacto no diesel
As novas projeções ainda não incorporam totalmente as medidas anunciadas pelo governo federal para frear a escalada dos combustíveis. O foco das ações está concentrado no óleo diesel, devido ao seu peso no transporte de cargas e na logística de escoamento da produção agrícola nacional, fatores decisivos para o controle da inflação de alimentos.
Entre as medidas implementadas estão a redução a zero das alíquotas de PIS/Cofins sobre o diesel e a criação de uma subvenção econômica de R$ 0,32 por litro para produtores e importadores. O governo estima que essas iniciativas possam evitar uma alta de até R$ 0,64 por litro nas bombas, compensando o reajuste de R$ 0,38 anunciado pela Petrobras nesta sexta-feira.
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Fonte: News Rondônia

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