A Organização Meteorológica Mundial (OMM) previu nesta terça-feira (2) a ocorrência de um fenômeno El Niño que pode variar de moderado a forte. O evento, caracterizado pelo aquecimento periódico das águas superficiais do Oceano Pacífico central e oriental, deve elevar as temperaturas globais e aumentar o risco de condições climáticas extremas nos próximos meses. A expectativa é que o padrão climático persista até novembro.
Riscos climáticos e regionais
A secretária-geral da OMM, Celeste Saulo, alertou que o fenômeno pode exacerbar secas e chuvas intensas, além de ampliar riscos de ondas de calor em terra e no mar. Os impactos regionais incluem:
Aumento de chuvas: Esperado no sul da América do Sul, Estados Unidos, Ásia Central e partes do Chifre da África.
Secas severas: Podem atingir Austrália, América Central, Indonésia e regiões do sul da Ásia.
Furacões: O El Niño tende a estimular a formação desses fenômenos no Pacífico central e oriental.
Além das alterações no clima, a OMM adverte para riscos como a redução no suprimento de água e alimentos, e uma maior disseminação de doenças transmitidas por mosquitos e carrapatos. O secretário-geral da ONU, António Guterres, classificou a previsão como um “alerta climático urgente” e reforçou a necessidade de transição para energias renováveis.
Reflexos na economia
O setor produtivo demonstra preocupação com os efeitos do El Niño sobre os preços dos alimentos. A Barry Callebaut, processadora de cacau, alertou para o risco de redução nas colheitas no Equador e na África Ocidental, regiões que concentram 60% da produção global, o que pode pressionar os custos por tonelada. O aquecimento anormal de subsuperfície no Pacífico tropical, com temperaturas superiores a 6 graus Celsius acima da média, serve como o principal impulsionador para o aquecimento observado na superfície.
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Fonte: News Rondônia