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El Niño deste ano preocupa cientistas e pode intensificar calor global

O clima já não é mais o mesmo, e cientistas em diferentes partes do mundo vêm alertando para os impactos das mudanças climáticas provocadas principalmente pelas atividades humanas. No Brasil, fatores como o desmatamento da Amazônia, a expansão da agropecuária e o avanço da industrialização contribuem diretamente para esse cenário de aquecimento global.
Neste ano, especialistas voltam a chamar atenção para o retorno do fenômeno El Niño, que pode intensificar ainda mais o aumento das temperaturas no planeta. De acordo com dados de uma pesquisa da MetSul Meteorologia, há expectativa de que, nos próximos dois anos, os efeitos do fenômeno elevem os índices térmicos de forma preocupante.

Segundo o meteorologista Luiz Nachtigal, o alerta não está apenas na ocorrência do El Niño, mas no contexto atual do planeta. “O aviso chama atenção não porque o El Niño em si seria extraordinário, mas porque o planeta hoje está muito mais quente do que no passado”, explicou.

Com base em estudos do cientista James Hansen, especialistas apontam que mesmo um El Niño de intensidade moderada já seria suficiente para provocar impactos significativos nas temperaturas globais. A preocupação cresce diante da possibilidade de que os padrões climáticos atuais alcancem níveis nunca registrados anteriormente.

O El Niño é um fenômeno climático natural que ocorre no Oceano Pacífico equatorial. Em condições normais, os ventos empurram águas quentes para o oeste, em direção à Ásia, enquanto águas frias sobem na costa da América do Sul. Durante o fenômeno, esse padrão se inverte, com o deslocamento das águas quentes para o leste, alterando o clima em várias regiões do planeta.
Especialistas também destacam que o aquecimento global pode estar tornando o sistema climático mais sensível, o que faz com que eventos naturais como o El Niño tenham efeitos mais intensos e duradouros.

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Fonte: News Rondônia

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