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Dia Mundial do Idoso reforça combate à violência na terceira idade

O Dia Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa, celebrado em 15 de junho, reforça a importância do debate sobre os desafios enfrentados pela terceira idade e a necessidade de combater todas as formas de violência contra essa parcela da população. A data integra a campanha Junho Violeta, criada para ampliar a conscientização sobre abusos, negligência e violações de direitos que atingem milhões de idosos em todo o mundo.
Instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU), a mobilização busca dar visibilidade a uma realidade que, durante muitos anos, permaneceu invisível dentro das famílias e da sociedade. Atualmente, a violência contra idosos é reconhecida como uma grave violação dos direitos humanos e um desafio crescente para os governos e instituições de proteção social.
O envelhecimento da população brasileira torna o tema ainda mais relevante. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que o país possui cerca de 32 milhões de pessoas com 60 anos ou mais. Quando considerada a população com 50 anos ou mais, o número ultrapassa 62 milhões de brasileiros.
O crescimento da população idosa é resultado direto do aumento da expectativa de vida, que atualmente gira em torno de 77 anos. Esse avanço reflete melhorias nas áreas de saúde pública, vacinação, saneamento básico e acesso a serviços essenciais. No entanto, também exige novos investimentos em assistência social, saúde e proteção dos direitos da terceira idade.
A violência contra idosos pode ocorrer de diversas formas. Além das agressões físicas, especialistas alertam para casos de violência psicológica, exploração financeira, negligência, abandono e maus-tratos praticados, muitas vezes, por pessoas próximas às vítimas.
A gerente do Centro de Convivência do Idoso (CCI) de Porto Velho, Sabrina Bianca Oliveira, destaca que grande parte dos casos acontece dentro do ambiente familiar e nem sempre chega ao conhecimento das autoridades.
Segundo ela, é fundamental ampliar a conscientização da população para identificar sinais de abuso e incentivar a denúncia. A especialista ressalta que a violência contra a pessoa idosa vai muito além das agressões físicas, envolvendo também humilhações, ameaças, exploração patrimonial e abandono.
“Na maioria das vezes, o agressor está dentro do próprio ambiente familiar. Filhos, netos, parentes ou pessoas responsáveis pelos cuidados do idoso podem acabar cometendo abusos”, explicou.
Em Rondônia, o envelhecimento da população também tem impulsionado ações voltadas ao fortalecimento da assistência à terceira idade. Entre elas está a construção da nova sede do Lar Casa do Ancião São Vicente de Paulo, em Porto Velho, viabilizada após a aprovação de recursos destinados à ampliação da estrutura de acolhimento para idosos.
Além disso, investimentos voltados ao fortalecimento do Sistema Único de Assistência Social (Suas) buscam ampliar a rede de proteção social e garantir melhores condições de atendimento à população idosa.
Para Sabrina Oliveira, o envelhecimento deve ser encarado como uma conquista e uma fase da vida que merece respeito e valorização.
“Envelhecer é um privilégio e merece ser vivido com dignidade, respeito e amor. Aos idosos, digo que vocês são valiosos, possuem direitos e não devem se calar diante de qualquer forma de violência”, afirmou.
A campanha Junho Violeta reforça que proteger os idosos é uma responsabilidade coletiva. O respeito à terceira idade, a valorização da experiência acumulada ao longo dos anos e o combate aos abusos são fundamentais para a construção de uma sociedade mais humana, inclusiva e justa.
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Fonte: News Rondônia

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