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Cuba atinge três meses sem receber combustível por bloqueio dos Estados Unidos

Cuba completou, nesta sexta-feira, três meses sem receber carregamentos de combustível devido ao endurecimento do bloqueio energético imposto pelos Estados Unidos. A medida, que prevê sanções a qualquer nação que venda petróleo à ilha, paralisou a entrada de navios-tanque e gerou uma crise sem precedentes no sistema elétrico cubano, que depende em 80% de usinas termelétricas.
Em coletiva de imprensa em Havana, o presidente Miguel Díaz-Canel descreveu o cenário como extremamente adverso, com impactos diretos em serviços essenciais. Dezenas de milhares de cirurgias, incluindo procedimentos infantis, estão suspensas por falta de eletricidade, enquanto províncias do interior registram interrupções no fornecimento de energia que ultrapassam um dia inteiro.
A crise foi agravada pelo bloqueio naval norte-americano à Venezuela no final de 2025, interrompendo o principal fluxo de suprimento da ilha. Em resposta, o governo dos EUA classificou Cuba como uma ameaça extraordinária à segurança nacional, citando o alinhamento de Havana com potências como Rússia, China e Irã.
Tentativas de diálogo e soluções internas
Apesar da retórica agressiva de Washington, o governo cubano confirmou que iniciou conversações preliminares com representantes da Casa Branca. Segundo o mandatário cubano, o objetivo é buscar uma solução diplomática para as diferenças bilaterais, mantendo os princípios de soberania e autodeterminação. A negociação conta com a facilitação de atores internacionais não revelados.
Impacto social e econômico do embargo
Relatos vindos da capital indicam que este é o pior momento vivido pela população desde o início do bloqueio, que já dura 66 anos. Além dos apagões prolongados, os cubanos enfrentam a disparada nos preços de produtos básicos, a redução drástica do transporte público e dificuldades na distribuição da cesta básica alimentar subsidiada.
O endurecimento das sanções sob a gestão Trump busca pressionar por mudanças políticas no país caribenho. Enquanto as negociações bilaterais permanecem em fase inicial, a população sofre com a escassez de recursos básicos, transformando o cotidiano da ilha em uma logística de sobrevivência diante da ausência de insumos energéticos externos.
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Fonte: News Rondônia

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