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Coluna PONTO CRÍTICO – Barraco entre Léo Moraes e vereador expõe tensões, além da falta de preparo do prefeito e sua equipe

Coluna Ponto Crítico – Por Felipe Corona

Recentemente, chefe do Executivo da capital quase “foi no braço” com parlamentar; teve boletim de ocorrência com ameaças

Perigo
Um boletim de ocorrência registrado na Polícia Civil de Rondônia traz à tona acusações graves envolvendo o prefeito Léo Moraes (Podemos) e o vereador Dr. Santana (PRD) durante a entrega dos residenciais Porto Madeiro II e V, em Porto Velho.
Perigo 2
De acordo com o documento, obtido pela coluna, o caso descreve uma série de situações constrangedoras em público, que teriam evoluído para agressão física e ameaças dentro de um dos apartamentos do conjunto habitacional.
Perigo 3
Conforme o relato no B.O., o vereador afirma que, apesar de constar na lista oficial de autoridades, não foi incluído no dispositivo do evento. Ao tentar acessar o palco, ele teria sido inicialmente barrado por um segurança identificado como Bernardo, conhecido como Júnior.
Esquecido
O boletim aponta ainda que, mesmo após conseguir subir ao palco, o parlamentar não teve espaço para discursar, ao contrário de outros vereadores presentes, o que gerou desconforto durante a cerimônia.
Esquecido 2
Segundo o registro policial, a situação mais grave ocorreu após o encerramento do evento. Ao tentar dialogar com o prefeito, o vereador relata que foi puxado pelo colarinho e conduzido de forma brusca para dentro de um apartamento decorado.
Ameaças
Já no interior do imóvel, o documento afirma que o prefeito teria feito ameaças, incluindo a frase “eu vou acabar com você”, além de proferir xingamentos. O boletim também registra que um segurança que acompanhava o chefe do Executivo teria ameaçado o vereador, dizendo que “iria dar um tiro na sua boca”.
Ameaças 2
O relato menciona ainda a presença de outras pessoas no local, entre elas o vereador Breno Mendes (Avante), além de testemunhas que teriam presenciado a situação. Outro ponto descrito no boletim indica que, após o ocorrido, o vereador teria sido orientado por uma autoridade municipal a não registrar a ocorrência e evitar qualquer medida contra o prefeito, informação que também foi incluída no documento.
Consequências
Com o registro formalizado, o caso passa a ter possíveis desdobramentos legais e deverá ser analisado pelas autoridades competentes. No campo político, a legislação prevê que episódios dessa natureza, caso comprovados, podem resultar na abertura de procedimentos na Câmara Municipal, incluindo eventual processo de cassação, dependendo do aprofundamento das investigações.

Silêncio
Diversos veículos de comunicação procuraram a assessoria de comunicação da Prefeitura de Porto Velho para posicionamento, mas não houve resposta até o momento. Provavelmente vão gravar algum vídeo na rede social para dizer que é “fake news” e que não houve nada disso. A mente brilhante do videomaker do prefeito já deve bolar isso, com certeza!
Mais baixaria
Um áudio que passou a circular entre lideranças comunitárias de Porto Velho acrescentou novos detalhes ao clima de tensão durante a entrega dos residenciais Porto Madeiro II e V. Na gravação, um morador que afirma ter presenciado o episódio relata atitudes consideradas agressivas por parte de integrantes da equipe de segurança vinculada ao prefeito Léo Moraes.
Mais baixaria 2
Segundo ele, a conduta teria ultrapassado o que se espera de profissionais responsáveis exclusivamente pela proteção da autoridade. De acordo com o relato, houve discussões no local e membros da segurança teriam se exaltado, chegando a mencionar possíveis agressões contra pessoas presentes. O morador afirma ainda que foi necessária a intervenção de um superior para conter a situação.
Excessos
O depoimento também aponta para um possível desvio de função. “A segurança tem que proteger, não pode ser motivo de confusão”, diz o morador no áudio, ao criticar a atuação durante o evento. Ainda segundo ele, em alguns momentos, pessoas teriam sido impedidas de se aproximar ou fazer questionamentos, o que, na avaliação do morador, indica excesso por parte da equipe responsável.
Excessos 2
A gravação se espalhou em grupos de lideranças e intensificou o debate sobre a postura de agentes públicos e suas equipes em eventos oficiais, sobretudo em situações de contato direto com a população. Ao final do áudio, o morador questiona a conduta adotada e afirma que episódios como esse geram constrangimento e insegurança, inclusive para quem apenas acompanha agendas públicas.
Excessos 3
Casos anteriores envolvendo a atuação da equipe de segurança também voltaram à tona, como o episódio em que o vereador Marcos Combate teria sido impedido de participar de uma agenda oficial, além de registros de conflitos durante o período eleitoral.
Excessos 4
A recorrência de relatos semelhantes levanta dúvidas sobre a forma como a segurança vem sendo conduzida e o nível de orientação adotado. Até o momento, mesmo após a repercussão do caso envolvendo o vereador Dr. Santana, o prefeito Léo Moraes não se manifestou publicamente sobre o episódio.
Recorrentes
A denúncia feita pelo vereador Devanildo Santana (que afirma ter sido puxado pelo colarinho durante um evento oficial) está longe de ser tratada como um caso isolado. Pelo contrário: o episódio começa a ser encaixado em uma espécie de “coleção” de situações que, somadas, ajudam a desenhar o estilo nada discreto de gestão de conflitos do prefeito Léo Moraes e sua equipe.
Recorrentes 2
Durante a campanha eleitoral, por exemplo, já havia sinais desse padrão. Em um bairro da capital, episódios envolvendo jovens terminaram em confusão, com relatos de que a equipe de segurança teria atuado com certa “empolgação” ao conter os presentes, o suficiente para gerar críticas e levantar algumas sobrancelhas.
Recorrentes 3
O histórico não para por aí. Um capítulo anterior, ocorrido em Brasília, também voltou à memória recente. Nos bastidores políticos e entre jornalistas, circulou a versão de que uma discussão entre o prefeito e o senador Marcos Rogério teria escalado para algo além das palavras: com direito, segundo relatos, a um soco no meio do debate. Diplomacia em estado puro.
Recorrentes 4
Já no início do mandato, o próprio Santana também teria experimentado esse “modelo de relacionamento”. Em uma agenda pública, teria sido orientado a permanecer fora do evento, sob sol forte, ao som da recomendação nada sutil: “se ficar no sol é melhor”. Tudo isso diante de servidores, populares e até crianças. Um verdadeiro manual de boas maneiras institucionais.
Força bruta
Quando colocados lado a lado, esses episódios deixam de parecer coincidência e passam a ser vistos por lideranças políticas como parte de um padrão: especialmente em momentos de pressão. Um padrão que envolve não só o prefeito, mas também sua equipe mais próxima, sempre pronta para “resolver” situações… à sua maneira.
*A imagem utilizadas com simulação da confusão entre Dr. Santana e Léo Moraes foram geradas por IA.
**Esta coluna foi escrita com informações publicadas divulgadas em abril pelo site Fatos RO.
**Os sites que publicam esta coluna reservam o direito de manter integralmente a opinião dos seus articulistas sem intervenções. No entanto, o conteúdo apresentado por este “COLUNISTA” é de inteira responsabilidade de seu autor.


Fonte: Tribuna Popular

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