Em uma movimentação estratégica neste domingo, 5 de abril, a China e a Rússia alinharam suas posições diplomáticas para tentar desescalar a crise militar no Oriente Médio. O ministro das Relações Exteriores chinês, Wang Yi, conversou por telefone com seu homólogo russo, Sergei Lavrov, reforçando que a cooperação entre as duas potências no Conselho de Segurança da ONU é fundamental para “acalmar a situação”. Para Pequim, a única solução definitiva para os problemas de navegação no Estreito de Ormuz é a interrupção imediata dos combates, priorizando o diálogo político em vez de intervenções militares.
A articulação ocorre às vésperas de uma votação decisiva na ONU sobre uma resolução proposta pelo Bahrein, que visa autorizar medidas de proteção incluindo o uso da força para garantir o trânsito comercial na região. Como membros permanentes com poder de veto, China e Rússia buscam construir uma “abordagem objetiva e equilibrada” que evite uma escalada ainda maior. Wang Yi destacou que o mundo deve buscar maior compreensão sobre as raízes do conflito, enquanto o ministério russo classificou a situação atual como uma “agressão não provocada” de Estados Unidos e Israel contra o Irã.
O Estreito de Ormuz, uma artéria vital por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial, permanece parcialmente bloqueado há mais de um mês, desde o início das hostilidades no final de fevereiro. A interrupção do fluxo de energia tem causado impactos severos na economia global, o que motiva o apelo insistente de Pequim por um cessar-fogo rápido. A China, sendo a maior importadora de petróleo iraniano, tem interesses econômicos diretos na estabilização da rota e na preservação da infraestrutura energética da região.
A declaração conjunta dos ministros reflete a satisfação de ambos os países com a coincidência de visões sobre a agenda global. Enquanto os Estados Unidos pressionam por uma abertura forçada do canal, o eixo Moscou-Pequim aposta na via diplomática para lançar um “diálogo político-diplomático” que encerre os bombardeios. A expectativa agora recai sobre a sessão do Conselho de Segurança na próxima semana, onde a postura desses dois gigantes será determinante para o rumo da guerra e a segurança do comércio marítimo internacional.
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Fonte: News Rondônia