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Carlinhos Maia contesta multa milionária em Noronha

O influenciador Carlinhos Maia contestou a multa de R$ 1 milhão aplicada pelo ICMBio por uma infração ambiental registrada em Fernando de Noronha. A penalidade está relacionada a um vídeo publicado nas redes sociais em que amigos do influenciador aparecem alimentando aves durante um passeio de barco.
Segundo Carlinhos Maia, o valor aplicado é “absurdo” e desproporcional. Ele afirmou que, enquanto recebeu multa milionária, a pessoa que teria alimentado diretamente o animal foi penalizada em cerca de R$ 58 mil.
Influenciador questiona critérios da multa
Nas redes sociais, o influenciador demonstrou indignação com a decisão do órgão ambiental, afirmando que nunca presenciou uma situação semelhante. Ele também questionou o argumento de uso comercial da imagem da ave, apontado como agravante no processo.
“Eu aceito a multa, mas uma multa justa”, declarou. O influenciador ainda disse que estaria disposto a contribuir de outras formas, como doações, caso tivesse sido procurado previamente pelo órgão.
Carlinhos informou que já acionou a Justiça, alegando abuso de poder na aplicação da penalidade.
ICMBio defende autuação com base na legislação
Em nota, o ICMBio explicou que alimentar animais silvestres com itens fora de sua dieta natural pode causar prejuízos à saúde das espécies. O órgão destacou que a conduta é considerada infração ambiental conforme o Decreto Federal nº 6.514/2008.
De acordo com o instituto, a multa levou em conta a gravidade da infração, a relevância ambiental da área protegida e o alcance da publicação nas redes sociais, que poderia incentivar práticas inadequadas.
Além disso, o órgão informou que comunicou o caso ao Ministério Público Federal para avaliação de possíveis medidas na esfera judicial.
Caso reacende debate sobre responsabilidade digital
A situação reacende discussões sobre a responsabilidade de influenciadores digitais na divulgação de conteúdos envolvendo o meio ambiente. Especialistas apontam que ações aparentemente inofensivas podem gerar impactos reais, especialmente em áreas de proteção ambiental.
O episódio também levanta questionamentos sobre proporcionalidade de penalidades e critérios adotados por órgãos reguladores em casos com grande repercussão pública.
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Fonte: News Rondônia

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