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Associação de bancos apoia novas regras para o Fundo Garantidor de Créditos

A Associação Brasileira de Bancos (ABBC) manifestou apoio à decisão do Conselho Monetário Nacional (CMN) de endurecer as regras de captação de recursos e sinalização de riscos. Em nota divulgada nesta quinta-feira (23), a entidade classificou as mudanças como fundamentais para preservar a estabilidade do setor e aprimorar a gestão de liquidez das instituições financeiras. O novo conjunto de normas busca fortalecer o papel do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), mecanismo que protege investidores em até R$ 250 mil em caso de quebra bancária.
Uma das principais inovações aprovadas pelo CMN é a criação do Ativo de Referência (AR), indicador que mede a qualidade e a liquidez dos bens possuídos pelos bancos. Com a nova regra, instituições que captarem grandes volumes com garantia do FGC, mas mantiverem investimentos de alto risco ou difícil venda, serão obrigadas a aplicar parte do capital em títulos públicos federais. A medida visa desestimular estratégias de crescimento agressivo baseadas exclusivamente no “seguro” oferecido pelo fundo garantidor.
Combate ao risco moral e novas exigências
As novas diretrizes também focam no combate ao chamado “risco moral”, quando bancos assumem exposições excessivas por saberem que os depositantes estão protegidos. A ABBC ressaltou que a mudança vincula diretamente o volume captado à transparência dos ativos, o que deve inibir práticas de mercado consideradas temerárias. O movimento ocorre em resposta a instabilidades recentes, como o colapso e liquidação do Banco Master pelo Banco Central, que atraía clientes com altos rendimentos, mas possuía baixa liquidez.
Além das alterações no FGC, o CMN ampliou as exigências de liquidez para bancos de médio e pequeno porte, alinhando o Brasil aos padrões internacionais do acordo de Basileia 3. O cronograma de implementação será gradual, começando em 2027 com a exigência de 90% de conformidade, atingindo a totalidade das metas no ano seguinte. Para a associação, esse prazo é essencial para que as instituições menores adaptem seus processos internos sem comprometer a oferta de crédito no mercado.
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Fonte: News Rondônia

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