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Após friagem, projeções indicam retorno gradual do calor em Rondônia

Após a chegada da friagem que atingiu Rondônia, meteorologistas já acompanham projeções que indicam retorno gradual do calor intenso sobre parte da Amazônia. Além da elevação das temperaturas, especialistas monitoram a possível atuação do fenômeno El Niño entre o fim de maio e o início de junho, cenário que pode intensificar a estiagem e agravar os incêndios criminosos na região Norte.
Apesar do frio temporário, especialistas alertam que episódios de friagem costumam ser seguidos por períodos de calor intenso e redução da umidade do ar na Amazônia. Mapas de anomalia de temperatura para o trimestre junho–julho–agosto de 2026 projetados pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mostram predominância de temperaturas acima da média em grande parte da América do Sul.

As projeções indicam aquecimento mais intenso na faixa oeste do continente e áreas extensas do Brasil em tons avermelhados, sinalizando tendência de calor persistente nas próximas semanas e meses.
Até o momento, não existe confirmação oficial de uma onda de calor extrema específica para Rondônia por parte dos órgãos meteorológicos nacionais. O que há são projeções climáticas e tendências atmosféricas indicando aumento gradual das temperaturas após o enfraquecimento da massa polar.
Destaque para a Região Norte
Na Região Norte do Brasil, o mapa disponibilizado pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indica um corredor de anomalias positivas de chuva entre Amazonas, Pará, Amapá e parte de Rondônia. Isso sugere uma atmosfera mais carregada de umidade, favorecendo pancadas frequentes, céu encoberto e acumulados acima do normal em vários pontos da Amazônia. Esse padrão aparece associado à manutenção de instabilidades tropicais e à influência de massas de ar frio avançando pela Amazônia Ocidental.
Rondônia aparece em uma zona de transição entre áreas próximas da média e núcleos de chuva acima da média. O estado não está no centro das anomalias mais intensas, mas o mapa sugere: possibilidade de períodos mais úmidos; aumento de nebulosidade; pancadas isoladas frequentes; persistência de instabilidade atmosférica, principalmente no norte e oeste do estado.

Em resumo, o mapa indica que Rondônia deve permanecer sob influência de um padrão atmosférico mais úmido e instável no fim de maio, embora sem sinal de extremos generalizados no estado.
A configuração combina com o cenário de friagem observado nos últimos dias, quando massas de ar polar avançaram sobre a Amazônia Ocidental, mantendo temperaturas abaixo da média e formação de muitas nuvens entre Rondônia, Acre e sul do Amazona.
Sobre o El Niño: o que falam os últimos estudos
Institutos de meteorologia acompanham um cenário favorável ao retorno do calor persistente em áreas do Centro-Oeste e parte da região Norte, especialmente devido ao avanço da estiagem e à possível influência do El Niño, que já apresenta sinais de aquecimento nas águas profundas do Oceano Pacífico Equatorial, segundo dados divulgados pela equipe de meteorologia da MetSul Meteorologia.

“Uma gigantesca engrenagem oceânica pode estar preparando o caminho para um forte episódio de El Niño. Cientistas seguem monitorando uma gigantesca massa de água excepcionalmente quente denominada Onda Kelvin, que avança sob a superfície do Pacífico Equatorial e lembra mecanismos observados antes de alguns dos mais intensos eventos já registrados”, explicou a meteorologista Estael Sias, em publicação divulgada pela MetSul.

As projeções também indicam aumento dos dias abafados, redução da umidade relativa do ar e risco de agravamento das queimadas nas próximas semanas, cenário historicamente associado ao período seco amazônico. Com informações de Inmet e MetSul.

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Fonte: News Rondônia

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