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Amazônia Negra ganha projeção nacional com participação de Marcela Bonfim na FLIPEI

 
Há mais de uma década, a fotógrafa e pesquisadora revela histórias que desafiam estereótipos e ampliam a compreensão sobre a Amazônia e suas populações negras

As histórias negras da Amazônia estarão no centro de um dos principais encontros da literatura independente do país. Na próxima sexta-feira (7), às 20h15, a artista visual, fotógrafa e pesquisadora Marcela Bonfim participa da mesa “Amazônia Negra: as imagens da cor do (in)visível”, ao lado da advogada e jornalista Luka Franca, durante a Festa Literária Pirata das Editoras Independentes (FLIPEI).
O encontro acontece no Espaço Cultural Elza Soares, no centro de São Paulo, e convida o público a reconhecer uma Amazônia marcada também pelas histórias, memórias e contribuições de suas populações negras.
Marcela Bonfim construiu uma das mais consistentes pesquisas sobre as presenças negras na Amazônia brasileira. Por meio do projeto Amazônia Negra, desenvolvido ao longo de mais de uma década, ela reúne fotografia, pesquisa e memória para revelar uma dimensão da região que permanece pouco conhecida, mesmo entre os brasileiros.
Essa reflexão ganha força em um momento em que diferentes setores da sociedade discutem memória, representatividade e reparação histórica. Ao levar esse debate para a FLIPEI, Marcela aproxima leitores, pesquisadores, artistas e o público em geral de uma produção que desafia estereótipos e amplia o repertório sobre a Amazônia contemporânea.
A mesa parte justamente dessa provocação: se a Amazônia costuma ser lembrada por seus rios, sua biodiversidade e sua dimensão territorial, por que as histórias de suas populações negras ainda permanecem invisibilizadas? A proposta é apresentar, por meio da fotografia e da memória, uma Amazônia plural, formada por múltiplas experiências, pertencimentos e formas de resistência.
Em um país que ainda associa a Amazônia quase exclusivamente às paisagens naturais, o trabalho da artista desloca o foco para as pessoas. Seus retratos, registros e pesquisas revelam comunidades, trajetórias e identidades que participaram da construção da região, mas que, por muito tempo, permaneceram fora das narrativas predominantes sobre a Amazônia.
“Mais do que produzir imagens, o projeto Amazônia Negra propõe uma nova forma de compreender o território amazônico. Ele evidencia que a história da região também foi construída por populações negras, cujas experiências, saberes e manifestações culturais são parte inseparável da identidade amazônica. Reconhecer essas presenças é ampliar a compreensão sobre a própria formação do Brasil”, afirma Marcela.
Vencedora do Prêmio PIPA 2021, Marcela Bonfim teve seu trabalho apresentado em museus, centros culturais, bienais e festivais no Brasil e no exterior. Neste ano, lançou o livro Amazônia Negra: as imagens da cor do (in)visível, que reúne mais de dez anos de pesquisa sobre imagem, território, memória e pertencimento. A obra inspira o debate da mesa na FLIPEI e reforça a importância de ampliar o olhar sobre a Amazônia, reconhecendo as histórias negras que fazem parte da construção da região e do Brasil.

Serviço
Mesa: Amazônia Negra: as imagens da cor do (in)visível
Data: 7 de agosto
Horário: 20h15
Local: Zona Bate-Cabeça (ônibus estacionado em frente ao Espaço Cultural Elza Soares), Centro de São Paulo.
Participantes: Marcela Bonfim e Luka Franca.
(Fonte: Cammy Limma)


Fonte: Tribuna Popular

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