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Colunas O Dia na História Rondônia

51 ANOS DE UMA HISTÓRIA (I)

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51 ANOS DE UMA HISTÓRIA (I) Um amigo com mais de 40 anos de amizade familiar e que prezamos muito, quando eu digo que 2 de novembro é meu 2º aniversário a cada ano, ele continua repetindo o mesmo que em todas as mais de 4 décadas que nos conhecemos: ele e família vindos de Fortaleza e eu e família vindos de Manaus. “Eu não mudaria nem de casa, ainda que na mesma cidade, ainda mais mudar de Estado”, diz-me ele.

Pois é, ontem, 2 de novembro, completei 51 anos de Rondônia e chego a me perguntar por que motivo eu não vim em 1973 quando estive cumprindo uma pauta e, acabada a missão, fui embora, mas não sei definir a vontade de voltar, mas em 1975, eis que vim e criei o “grude”.

Há muitos diferenciais da primeira para a segunda oportunidade, e isso pode explicar a razão de eu ter-me apegado tanto a esta terra, principalmente a oportunidade de conhecer sua gente, ouvir a “voz da experiência” de velhos seringalistas sentados em volta de uma mesa no “Café Santos”, aprender com personagens históricas como “seu Rocha” em cujas área foi descoberta a cassiterita, dona Labibe Bartolo, “seu” Abdon Atallah, os jornalistas Euro Tourinho, Emanuel Pontes Pinto, Vinicius Danin e Esron Menezes, o capitão Sílvio e o Canuto, os dois do Incra, os professores Aurélia Banfield, Abnael Machado de Lima e Marise Castiel, dom João e dom Rey, bispos de Porto Velho e Guajará, pessoas como Walter Bartolo e os policiais Capitão Alípio, Simeão Tavernard e o coronel Ferro, uma lista enorme e todos os fundadores da OAB/RO.

Em um ano já conhecia todas as vilas ao longo da BR, e outras que se formavam fora do eixo da rodovia, como Espigão do Oeste e ser presente na comemoração do início da construção do Forte Príncipe, tomava cafezinho no Café Santos com o ministro do Interior Rangel Reis o sertanista Apoena Meirelles, o governador Humberto Guedes, vi o início da construção da cidade de Ariquemes, dois clássicos em Vila Rondônia (Vila Nova x Vera Cruz), estava lá nas instalações dos municípios de Ariquemes, Ji-Paraná, Vilhena, Cacoal,  Pimenta Bueno, em 1977, etc.

Café Santos, onde ministros tomavam café conversando com quem estivesse perto Entrevistei duas vezes o escritor Manoel Rodrigues Ferreira (Ferrovia do Diabo), não sei quantos mais que vieram na onda da migração e que só Deus é capaz de explicar como chegavam vivos, face às tantas adversidades que passavam no caminho, tive a oportunidade única de apresentar um governador (Guedes) que saía pelo que o substituiria (Jorge Teixeira), fiz cobertura da criação do Estado e das discussões e aprovação de duas Constituições estaduais- junto c0om o Montezuma Cruz até fiz cobertura de guerra de duas tribos.

Eu, debaixo da asa do avião, apresentando os dois governadores.

São muitas histórias para contar num texto curto, mas pretendo continuar 4ª feira próxima. Talvez por uma carga tão grande de fatos que vi, isso tenha massificado minha vontade de ficar por aqui mesmo.


Fonte: Tribuna Popular