Lúcio Albuquerque UM
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Construída em 86 d.C, a Pazza Navona continua com o mesmo nome há quase 10 séculos. Mais modernamente a francesa Torre Eiffel continua lá e sob o mesmo nome. Mas em Porto Velho sabe-se lá por quais motivos nomes de logradouros públicos vêm sendo trocados como o cidadão comum troca de sabonete ou de marca de cerveja.
Imagine se por qualquer interesse o prefeito do Rio de Janeiro resolve mudar o nome da Avenida Rio Branco, para homenagear algum órgão público.
Aqui nos últimos anos trocaram de nomes o aeroporto, era “Belmont”, da mesma forma que a Avenida Kennedy também tiveram trocados seus nomes e a Rio Madeira virou “Chiquilito Erse”. Entenda que não estou discutindo mérito dos novos “patronos”, mas posicionando-me contra a mania de algumas pessoas, mudarem o que está mais que estabelecido na memória do cidadão, para homenagear quem quer que seja.
O caso presente envolve a decisão de um setor da prefeitura municipal de mudar a denominação da praça em frente à antiga prefeitura municipal, de “Padre João Nicolleti” para “Praça da Justiça”. E isso passaria desapercebido não fora a Associação Cultural Rio Madeira, ACRM, ter-se posicionado contra. Mas quem foi João Nicolleti? Afinal, se fôssemos batizar logradouros com nomes de religiosos, certamente faltariam obras e sobrariam religiosos. Mas João Nicolleti foi maior que sua função de sacerdote.
Em 1927 ele assumiu a presidência da comissão que construiu o Hospital São José (atual Policlínica da Astir), a implantação dos colégios “Dom Bosco” e “Maria Auxiliadora.
A praça que leva seu nome e que agora a prefeitura quer trocar para “Praça da Justiça”, ganhou o nome do religioso por decisão do Conselho Comunitário de Porto Velho, indicação dos conselheiros Inácio Castro e Silva e Tibúrcio, no dia 29 de abril de 1937, denominando a quadra n° 7 em Praça João Nicoletti.
(*) Sobre o padre Nicolleti, ver em https://www.gentedeopiniao.com.br/colunista/abnael-machado/a-memoria-e-perene-reconhecimento-aos-edificadores-da-sociedade-e-da-cidade-pvh
Praça João Nicolleti, homenagem há 90 anos a a sacerdote e médico, e agora prefeitura quer apagar a história
Fonte: Tribuna Popular