Parlamentares ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro têm protagonizado ações que flertam com a insubordinação institucional e com a intromissão de governo estrangeiro à soberania nacional na tentativa de enfraquecer o Estado Democrático de Direito brasileiro.
Há anos o ex-presidente se coloca em oposição ao ordenamento democrático. Seu percurso militar e político é marcado por constantes episódios de indisciplina, desprezo pela hierarquia e aproximação com práticas autoritárias. A tentativa frustrada de manter-se no poder, acompanhada de atos golpistas e desobediência às decisões judiciais, evidencia o perigo que sua liderança representa às instituições republicanas.
Durante a pandemia, sua atuação desumana causou mortes evitáveis, enquanto ironizava as vítimas – não sou coveiro, é apenas uma gripezinha – e promovia medicamentos ineficazes. Em vez de liderar, Bolsonaro esquiava em Santa Catarina com sua patota, ignorando o sofrimento de milhares.
Para quem ainda o exalta como bastião da moralidade e o salvador da pátria, vale lembrar os casos de rachadinhas, imóveis adquiridos com dinheiro vivo, joias não declaradas, salários generosos à família, pagos com recursos públicos, dinheiro de Vorcaro para financiar filme, relacionamento espúrio com o governo americano para prejudicar a nossa economia etc.
Enquanto a família Bolsonaro chama Lula de “ladrão”, esquece-se de que quem vive às custas do erário também deve explicações ao povo. Por exemplo, Bolsonaro e Michelle Bolsonaro recebiam até então, sem escrúpulo, um montante salarial mensal de R$ 142 mil, pago com recursos públicos, incluindo verba do Fundo Partidário.
Não tenho vinculação político-partidária. Aos que confundem crítica a Bolsonaro & Cia com petismo, lembro que usar camisa, boné, bandeira com as cores e símbolos dos EUA e ir se sentar no colo do Tio Sam não faz de ninguém mais patriota. Criticar atos impatrióticos é, sim, um gesto de civismo e patriotismo.
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Fonte: News Rondônia