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Nova Carteira de Identidade Nacional já supera 55 milhões de emissões

A Carteira de Identidade Nacional (CIN) já foi emitida para mais de 55,8 milhões de brasileiros, consolidando-se como o novo padrão de identificação civil no país. Os dados, divulgados pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), mostram o avanço da substituição do antigo Registro Geral (RG) por um modelo mais moderno, seguro e integrado aos serviços digitais do governo federal.
Disponível em todos os estados brasileiros, a CIN utiliza o CPF como número único de identificação, eliminando a possibilidade de uma mesma pessoa possuir diferentes números de identidade em unidades da federação distintas. A medida contribui para reduzir fraudes, evitar duplicidades e aumentar a confiabilidade dos registros públicos.
A emissão do documento segue em ritmo acelerado. Atualmente, são produzidas, em média, 39,6 mil novas carteiras por dia, o que representa aproximadamente 1,13 milhão de emissões por mês. Somente nos primeiros dias de junho deste ano, mais de 782 mil brasileiros já haviam solicitado o novo documento.
Mais segurança e tecnologia
Entre as principais novidades da Carteira de Identidade Nacional está a incorporação de tecnologias que aumentam a segurança do cidadão. O documento conta com um QR Code, que permite verificar rapidamente sua autenticidade por meio de aplicativo oficial disponibilizado gratuitamente para dispositivos móveis.
Outra inovação importante é a integração da CIN aos sistemas biométricos nacionais. O recurso fortalece a identificação dos cidadãos e amplia a segurança no acesso a serviços públicos, benefícios sociais e plataformas digitais.
Além disso, a nova identidade segue padrões internacionais de identificação e possui uma Zona de Leitura Mecânica (MRZ), semelhante à utilizada em passaportes. Essa característica permite que o documento seja utilizado em viagens para países que possuem acordos específicos com o Brasil, especialmente os integrantes do Mercosul.
Validade varia conforme a idade
A validade da nova carteira foi definida de acordo com a faixa etária do cidadão. Para crianças de até 12 anos incompletos, o documento terá validade de cinco anos. Entre 12 e 60 anos incompletos, a renovação será necessária a cada dez anos. Já para pessoas com mais de 60 anos, a validade passa a ser indeterminada.
Integração com o GOV.BR
A Carteira de Identidade Nacional também fortalece a integração dos brasileiros com os serviços digitais do governo. O documento permite acesso ao nível Ouro da plataforma GOV.BR, considerado o mais alto grau de segurança disponível para utilização dos serviços públicos digitais.
Outra funcionalidade importante é a possibilidade de recuperação da conta GOV.BR em casos de troca ou perda de aparelho celular. O processo utiliza reconhecimento facial e leitura do QR Code presente na identidade, oferecendo mais praticidade e segurança ao cidadão.
A versão digital da CIN, disponível no aplicativo GOV.BR, permite ainda reunir diversos documentos em um único ambiente, incluindo CNH, Título de Eleitor, Carteira de Trabalho, PIS/Pasep, NIS, NIT, certificado militar e identidade funcional, facilitando o acesso às informações pessoais.
Novo cronograma para benefícios sociais
A adoção da Carteira de Identidade Nacional também terá impacto nos programas sociais do governo federal. Conforme cronograma definido pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), cidadãos sem cadastro biométrico deverão emitir a CIN a partir de janeiro de 2027 para concessão ou renovação de benefícios sociais.
Já para aqueles que possuem biometria cadastrada na Justiça Eleitoral, na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) ou no passaporte, a obrigatoriedade passará a valer a partir de janeiro de 2028.
A expectativa do governo é que a nova identidade contribua para modernizar a gestão pública, ampliar a segurança dos dados dos cidadãos e fortalecer os mecanismos de acesso aos serviços públicos em todo o país.
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Fonte: News Rondônia

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