O Fundo Amazônia registrou um crescimento expressivo na aprovação de projetos desde a retomada de sua governança em 2023. Dados divulgados nesta quinta-feira (11) pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e pelo BNDES revelam que a média anual de aprovações quadruplicou, saindo de 300 milhões de reais valor registrado entre 2009 e 2018 para 1,3 bilhão de reais no ciclo atual, compreendido entre 2023 e 2026.
Recorde em volume e operação
O mecanismo soma hoje 5,3 bilhões de reais em doações e 153 projetos aprovados. O período entre 2023 e 2026 concentra 57% de todas as contratações da história do fundo. Em termos de volume operacional, a média anual de projetos aprovados subiu de dez para 15, um incremento de 50%. A iniciativa é reconhecida internacionalmente como um dos maiores modelos de REDD+ do mundo, recompensando o país por resultados concretos na redução de emissões de gases poluentes.
Governança e alcance
O BNDES aponta que o salto no desempenho é fruto da reativação da governança, da reestruturação administrativa dentro do banco e do alinhamento com políticas públicas de preservação ambiental. O fundo atua em diversas frentes, incluindo o monitoramento do desmatamento, restauração florestal, regularização territorial e fomento à produção sustentável. Atualmente, os recursos beneficiam mais de 650 organizações, abrangendo 169 terras indígenas e 192 unidades de conservação, impactando a vida de cerca de 260 mil pessoas.
Desembolsos e futuro
Os desembolsos também apresentaram crescimento, atingindo uma média anual de 224 milhões de reais entre 2023 e 2025, superando a média histórica anterior. Com foco contínuo na sustentabilidade e no desenvolvimento da região, o Fundo Amazônia reafirma seu papel estratégico na agenda climática global, consolidando-se como um pilar essencial para a preservação do bioma e o apoio às populações locais.
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Fonte: News Rondônia