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Flávio divulga carta a Rubio pedindo que Brasil seja poupado de nova taxação

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, divulgou nesta terça-feira (2) um vídeo responsabilizando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela possibilidade de aplicação de novas tarifas comerciais dos Estados Unidos contra o Brasil. Segundo o parlamentar, a medida seria reflexo do “tom agressivo” de Lula em seu discurso antiamericano e da defesa de que o dólar deixe de ser a moeda padrão nas relações internacionais.
Diplomacia paralela e pedido de contenção
Na gravação, Flávio afirmou ter solicitado pessoalmente ao presidente Donald Trump, em reunião recente, que novas taxas não sejam impostas às empresas brasileiras. Além disso, o senador enviou um ofício ao secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, formalizando o pedido para que as tarifas recomendadas pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos não sejam efetivadas.
No documento enviado a Rubio, Flávio cita a crise fiscal brasileira, destacando que a dívida bruta do governo ultrapassou 80% do Produto Interno Bruto, alcançando 10,4 trilhões de reais em abril. O senador também mencionou indicadores como o alto nível de inadimplência das famílias e o recorde de recuperações judiciais de empresas como justificativa para evitar sanções que, segundo ele, prejudicariam a população brasileira.
Tensões políticas
Flávio Bolsonaro também aproveitou a publicação para criticar a postura de Lula em relação ao cumprimento de compromissos internacionais e a segurança pública, citando a recente classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas pelos EUA — medida celebrada pela oposição e criticada pelo Planalto.
Por sua vez, o presidente Lula, em evento em Goiás, rebateu as críticas, classificando os filhos de Jair Bolsonaro como “traidores da pátria” e associando as possíveis tarifas norte-americanas a provocações feitas pelo próprio Flávio e seu irmão, Eduardo. Em sua carta a Washington, Flávio Bolsonaro declarou estar confiante em sua eleição presidencial em outubro e afirmou estar pronto para iniciar, caso eleito, uma transição voltada a um amplo acordo de comércio com os Estados Unidos.
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Fonte: News Rondônia

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