O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) agendou para o dia 2 de junho o julgamento do recurso apresentado pelo ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, contra a decisão que o tornou inelegível. Castro foi condenado pelo TSE em 23 de março, com a sanção estendida até 2030, o que motivou o tribunal a determinar a realização de eleições indiretas por meio de votos dos deputados da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) para a escolha de um novo gestor para o mandato-tampão.
Impasse eleitoral e manobras
A definição sobre o pleito tornou-se alvo de disputa jurídica, após o PSD recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) em defesa da realização de eleições diretas, via voto popular. O cenário foi alterado quando Castro renunciou ao mandato um dia antes de um julgamento anterior, alegando prazo de desincompatibilização para concorrer ao Senado. A renúncia foi interpretada como uma manobra estratégica para consolidar a realização de eleições indiretas em vez das diretas. O STF mantém o processo aguardando o desfecho do recurso no TSE para decidir o formato da eleição.
Linha sucessória e gestão interina
A necessidade de um novo pleito ocorre devido a uma vacância na linha sucessória estadual. O ex-vice-governador Thiago Pampolha renunciou ao posto em 2025 para ocupar um assento no Tribunal de Contas do Estado, deixando o cargo de vice vago desde então. Atualmente, o governo do estado é exercido interinamente pelo presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Ricardo Couto de Castro.
Veja mais notícias
Fonte: News Rondônia