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Brasil e Suriname buscam ampliar parceria comercial

O Brasil e o Suriname formalizaram, nesta quinta-feira (28), a intenção de ampliar o acordo de comércio bilateral para estimular novas oportunidades de negócios entre as nações. O anúncio foi feito após encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidente surinamesa, Jennifer Geerlings-Simons, no Palácio do Itamaraty. Atualmente, o comércio entre os países é considerado restrito, totalizando 55 milhões de dólares em 2025, com predominância de exportações brasileiras em setores como maquinário, material elétrico e indústria química.
Cooperação energética e mineração
Um dos pilares da aproximação é o setor de hidrocarbonetos e minerais. Com a descoberta de reservas de petróleo na Bacia da Guiana, o Suriname busca fortalecer sua economia, contando com a expertise da Petrobras, que já mantém acordos com a estatal surinamesa Staatsolie desde 2024. Além disso, os líderes debateram parcerias em mineração sustentável e industrialização local, visando superar modelos de exportação centrados apenas em matérias-primas.
Segurança alimentar e programas sociais
O Brasil se posicionou como parceiro estratégico para a segurança alimentar e nutricional do Suriname, com potencial para fornecer carne bovina, suína e de aves. A agenda da presidente Jennifer Geerlings-Simons em Brasília inclui visitas à Embrapa, para intercâmbio em agricultura familiar, e a equipamentos públicos como:
Centros de Referência de Assistência Social (Cras).
Empreendimentos do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida, que podem inspirar modelos de políticas sociais no país vizinho.
Acordos e infraestrutura
Ao todo, 13 acordos de cooperação foram assinados, abrangendo áreas como segurança cibernética, combate ao tráfico de pessoas, saúde pública e operações militares coordenadas na fronteira amazônica. Os governos também discutiram o avanço do projeto “Anel das Guianas”, uma iniciativa de infraestrutura regional que visa conectar o Norte do Brasil ao Suriname, Guiana e Guiana Francesa, ampliando as conexões marítimas, aéreas e o acesso ao mercado caribenho.
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Fonte: News Rondônia

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