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Dívida Pública Federal sobe para R$ 8,79 trilhões

A Dívida Pública Federal (DPF) registrou alta de 1,91% em abril, alcançando a marca de R$ 8,798 trilhões. O crescimento, detalhado pelo Tesouro Nacional nesta quarta-feira (27), foi impulsionado principalmente pela emissão recorde de R$ 201,09 bilhões em títulos da Dívida Pública Mobiliária Interna (DPMFi), com destaque para papéis atrelados à taxa Selic. O movimento reflete a estratégia do governo de rolar vencimentos de papéis e atender à demanda dos investidores, num cenário onde a taxa básica de juros em 14,5% ao ano pressiona o custo da apropriação mensal de juros sobre o estoque total.
Apesar da elevação no volume total, o Tesouro manteve o “colchão” da dívida a reserva financeira estratégica em um patamar robusto de R$ 1,091 trilhão, suficiente para cobrir cerca de 8,9 meses de vencimentos. O endividamento externo também apresentou crescimento, passando para R$ 335,88 bilhões, um reflexo da emissão recorde de 5 bilhões de euros no período, que superou o efeito da valorização cambial provocada pela queda do dólar no mês passado.
Composição e confiança
A composição da dívida sofreu alterações, com os títulos vinculados à Selic passando a representar 48,59% do total, mantendo-se dentro das diretrizes estabelecidas no Plano Anual de Financiamento (PAF). Embora os papéis prefixados tragam maior previsibilidade, a alta emissão de títulos ligados à Selic tem sido a via preferencial em momentos de maior volatilidade nos mercados financeiros, como observado durante as tensões geopolíticas no Oriente Médio em abril.
O prazo médio para refinanciamento da dívida apresentou um leve aumento, passando para 4,12 anos, um indicador que sinaliza a manutenção da confiança dos investidores na capacidade de pagamento do Estado. A base de detentores permanece diversificada, liderada por instituições financeiras (31,46%), fundos de pensão (22,32%) e fundos de investimento (22,17%). A participação de investidores não residentes recuou para 10,38%, influenciada pela maior cautela no mercado global, reafirmando a importância da gestão ativa do Tesouro na manutenção da estabilidade macroeconômica diante de um cenário de juros elevados.
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Fonte: News Rondônia

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