O líder supremo do Irã, Sayyid Mojtaba Khamenei, publicou uma carta nesta terça-feira (26) conclamando países islâmicos a uma aliança estratégica voltada para a construção de uma nova ordem política no Oriente Médio. O documento foi divulgado no contexto da peregrinação anual à Meca, na Arábia Saudita, onde Khamenei instou as nações da região a trabalharem em conjunto para eliminar a influência militar dos Estados Unidos e encerrar o que classificou como a hegemonia de Israel na área.
Em sua mensagem aos fiéis, o sucessor de Ali Khamenei reforçou a retórica de resistência contra o que denomina como “agressores sionistas”. Ele declarou que o regime de Israel estaria em uma fase terminal de sua existência, retomando profecias de seu antecessor sobre o futuro do país na região. O líder persa também defendeu a ideia de um Estado único na Palestina, onde árabes e judeus conviveriam, rejeitando a solução de dois estados frequentemente discutida no cenário diplomático global.
Resistência e geopolítica regional
Khamenei enalteceu o chamado “Eixo da Resistência”, coalizão de grupos e nações contrários aos interesses de Washington e Tel Aviv no Líbano, Iraque, Síria, Iêmen e outros países. Segundo o líder, essa frente é essencial para conter a agenda de potências estrangeiras e assegurar a soberania da comunidade islâmica global, a Ummah. Ele também destacou a resiliência do Irã frente a quase cinco décadas de embargos econômicos e pressões políticas, apresentando o país como um modelo de resistência.
A convocação ocorre em um momento de tensões elevadas na região e reflete a continuidade da política de estado iraniana sob a nova liderança. O líder supremo, que mantém controle sobre as Forças Armadas e exerce influência sobre o Poder Judiciário e o Conselho dos Guardiões, sublinhou que a cooperação entre governos islâmicos é o único caminho para redesenhar a arquitetura de poder global, garantindo que bases militares estrangeiras não encontrem mais refúgio no território regional.
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Fonte: News Rondônia