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PF investiga Cláudio Castro por desvios na RioPrevidência

A oitava fase da Operação Compliance Zero, deflagrada nesta terça-feira (26) pela Polícia Federal, apura o envolvimento do ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, em um esquema de desvio de recursos da RioPrevidência. Segundo as investigações, o montante de 3,6 bilhões de reais, destinado à previdência de 235 mil servidores públicos, foi aplicado irregularmente em Letras de Crédito e fundos do Banco Master, instituição liquidada pelo Banco Central em 2025 por suspeita de fraudes e insolvência.
A operação, autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, cumpriu dez mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e no Distrito Federal. As provas que embasam a investigação incluem mensagens extraídas do celular do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e a sincronização entre reuniões entre o ex-banqueiro e o ex-governador com os períodos de aporte realizados pela RioPrevidência.
O esquema de desvios
De acordo com o ministro Mendonça, há indícios concretos de que Castro exerceu influência política para viabilizar os investimentos, que ignoraram as políticas conservadoras de gestão do Regime Próprio de Previdência Social (RPPS). Entre outubro de 2023 e outubro de 2025, a RioPrevidência realizou sucessivos aportes no grupo econômico, mesmo diante da crescente instabilidade financeira da instituição bancária.
Além de Castro, a operação mira o lobista Ricardo Siqueira Rodrigues e o ex-presidente da RioPrevidência, Deivis Marcon Antunes, já detido em etapas anteriores. A PF aponta que o controle da autarquia foi estrategicamente alterado pela nomeação de nomes alinhados ao esquema, consolidando uma rede de interesses que facilitou a transferência bilionária. O caso segue em investigação sob sigilo, com foco na recuperação dos ativos prejudicados e na identificação de outros possíveis beneficiários das vantagens indevidas.
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Fonte: News Rondônia

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