Se Liga Rondônia
Se Liga Rondônia

EUA bombardeiam alvos no Irã e aumentam tensão regional

Os Estados Unidos realizaram uma série de bombardeios contra posições militares na cidade portuária de Bandar Abbas, no sul do Irã, na noite desta terça-feira (26). Segundo o Comando Central das Forças Armadas dos EUA (Centcom), a operação visou atingir locais de lançamento de mísseis e embarcações iranianas suspeitas de instalarem minas no Estreito de Ormuz. O ataque, justificado pela Casa Branca como uma medida de “autodefesa” para proteger tropas norte-americanas, ocorreu em meio a um período de trégua e negociações diplomáticas mediadas pelo Paquistão, o que gerou críticas severas por parte da comunidade internacional e do governo iraniano.
Em represália imediata, o Corpo da Guarda Revolucionária do Irã (IRGC) anunciou ter derrubado um drone norte-americano MQ-9 Reaper que teria invadido o espaço aéreo iraniano sobre o Golfo Pérsico. O Ministério das Relações Exteriores do Irã classificou a ofensiva como uma “flagrante violação” do cessar-fogo e acusou o governo norte-americano de agir com má-fé, reiterando que o país tomará medidas para defender sua soberania. Apesar das explosões ouvidas na região costeira, autoridades locais afirmaram que a situação na cidade permanece sob controle.
Impasse nas negociações
O bombardeio acontece em um momento em que as tratativas para encerrar o conflito, iniciado em fevereiro de 2026, enfrentam estagnação. Enquanto Washington exige a entrega do urânio enriquecido iraniano e a abertura total do Estreito de Ormuz rota fundamental para o trânsito de cerca de 20% do petróleo mundial, o Irã condiciona o avanço das conversas ao levantamento de sanções econômicas e à retirada das bases militares dos EUA da região. O governo de Teerã mantém a posição de que seu programa nuclear possui fins exclusivamente pacíficos.
Analistas observam que o cenário é marcado por estratégias divergentes, com a escalada militar desafiando os esforços diplomáticos. A continuidade dos ataques coloca em risco a estabilidade do mercado global de energia e amplia o temor de um conflito de proporções regionais mais amplas. O governo iraniano afirmou que não deixará os atos agressivos sem resposta, sinalizando que a trégua firmada entre os dois países descrita por especialistas como “extremamente frágil” pode estar seriamente comprometida.
Veja mais notícias


Fonte: News Rondônia

+Notícias

Últimas Notícias