O capitão do navio de cruzeiro MV Hondius, que registrou um surto de hantavírus, deixou oficialmente a embarcação neste sábado após o desembarque completo de passageiros e tripulantes. A informação foi confirmada pelo diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus.
Segundo Tedros, o capitão Jan Dobrogowski permanece sem sintomas da doença mesmo após conduzir o navio durante o período mais crítico do surto. Até o momento, a OMS contabiliza 12 casos confirmados de hantavírus ligados ao cruzeiro e três mortes.
De acordo com a entidade, nenhuma nova morte foi registrada desde o último dia 2 de maio, cenário considerado importante para o controle da situação sanitária a bordo.
Todos os passageiros e integrantes da tripulação estão agora em quarentena sob monitoramento rigoroso, medida adotada para garantir atendimento médico imediato caso novos sintomas apareçam nas próximas semanas.
Tedros agradeceu publicamente a atuação do capitão durante a crise sanitária. Segundo ele, Jan Dobrogowski teve papel fundamental para garantir a segurança dos passageiros durante a condução da embarcação em meio ao avanço da doença.
O caso chamou atenção internacional após autoridades de saúde levantarem a hipótese de transmissão do vírus dentro do próprio navio. A OMS informou que o primeiro paciente possivelmente contraiu o hantavírus antes mesmo do embarque, durante exposição em terra.
No entanto, análises preliminares apontam que pode ter ocorrido transmissão de pessoa para pessoa dentro da embarcação. Segundo a OMS, exames genéticos mostraram semelhança quase idêntica entre diferentes casos identificados no surto.
O hantavírus é uma doença infecciosa rara, geralmente associada ao contato com fezes, urina ou saliva de roedores contaminados. Em casos graves, pode provocar comprometimento respiratório severo e levar à morte.
Apesar da preocupação internacional, Tedros afirmou anteriormente que ainda não existem indícios de um surto global de hantavírus relacionado ao caso do MV Hondius. Mesmo assim, autoridades sanitárias seguem em alerta devido ao longo período de incubação do vírus.
Especialistas avaliam que novos casos ainda podem surgir nas próximas semanas, principalmente entre pessoas que tiveram contato direto com infectados durante o cruzeiro.
O episódio reforça os desafios enfrentados por autoridades de saúde no monitoramento de doenças infecciosas em viagens marítimas internacionais, especialmente em ambientes fechados e com grande circulação de pessoas.
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Fonte: News Rondônia