O Departamento de Guerra dos Estados Unidos revelou, nesta quarta-feira (29), que o conflito contra o Irã já consumiu aproximadamente US$ 25 bilhões (cerca de R$ 125 bilhões) dos cofres norte-americanos. Esta é a primeira manifestação pública oficial sobre os custos financeiros da guerra desde o início das hostilidades. O balanço foi apresentado durante uma sabatina no Congresso, na qual o secretário de Guerra, Pete Hegseth, defendeu a condução do conflito e os planos orçamentários da gestão Donald Trump.
Durante a sessão, Hegseth confirmou a intenção do governo de elevar o orçamento das Forças Armadas para US$ 1,5 trilhão (R$ 7,5 trilhões) no ano de 2027. O secretário argumentou que o investimento massivo é necessário para construir um poderio militar que intimide adversários globais. Em meio a questionamentos de parlamentares, ele negou que os Estados Unidos estejam em um “atoleiro” e rebateu críticas sobre a duração do conflito, classificando as queixas da oposição como uma vantagem estratégica para Teerã.
Prioridades militares e impasses políticos
O comando das Forças Armadas e o secretário de Guerra reforçaram a necessidade de ampliar o arsenal tecnológico e naval do país. Entre as prioridades citadas estão o aumento da frota de drones, o aprimoramento de sistemas de defesa antimísseis e a construção de novos navios de guerra. Embora o conflito esteja em um período de cessar-fogo, congressistas criticam a falta de consulta prévia ao Legislativo antes do início das operações e tentam, sem sucesso, aprovar resoluções para limitar os poderes presidenciais em tempos de guerra.
A base republicana no Congresso mantém, por ora, o apoio à liderança de Trump, mas cresce o número de parlamentares da sigla que defendem um encerramento célere das hostilidades. O custo bilionário e a indefinição estratégica geram desconforto tanto entre democratas quanto entre conservadores, que acompanham de perto os desdobramentos das negociações diplomáticas.
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Fonte: News Rondônia