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Alimentos e combustíveis elevam prévia da inflação para 0,89% em abril

A prévia da inflação oficial do Brasil, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), acelerou para 0,89% em abril, conforme dados divulgados nesta terça-feira (28) pelo IBGE. O índice representa uma alta significativa em relação ao mês anterior, quando o indicador registrou 0,44%. Com esse resultado, a inflação acumulada nos últimos 12 meses subiu para 4,37%, aproximando-se do teto da meta estabelecida pelo governo federal, embora ainda dentro do limite de tolerância.
A pressão sobre o custo de vida foi liderada pelos grupos de Alimentação e Bebidas (1,46%) e Transportes (1,34%), que juntos exerceram o maior impacto no bolso dos consumidores. No setor de alimentos, a alta foi puxada pela alimentação no domicílio, com destaque para itens como cenoura (25,43%), cebola (16,54%) e leite longa vida (16,33%). Especialistas explicam que o período de entressafra e a menor produção de laticínios são os principais responsáveis pelo encarecimento desses produtos básicos.
Impacto da crise energética e guerra no Oriente Médio
No grupo de transportes, a gasolina foi o item individual que mais pressionou o índice, registrando alta de 6,23%. O óleo diesel também apresentou um salto expressivo de 16% no mês. Essa escalada nos preços dos derivados de petróleo é um reflexo direto do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. Os seguidos bloqueios no Estreito de Ormuz, via por onde circulava 20% da produção mundial de petróleo, geraram uma escassez na oferta global, elevando o valor das commodities.
Mesmo com o Brasil sendo um produtor de petróleo, a política de preços internacionais faz com que a instabilidade externa seja importada para o mercado doméstico. Para tentar conter os efeitos da guerra na economia interna, o governo brasileiro mantém medidas de isenção de impostos e subsídios a produtores e importadores. Segundo economistas, essas ações são fundamentais para atenuar o impacto, embora a pressão externa continue elevada devido à incerteza geopolítica.
Metodologia e cenário para maio
O IPCA-15 é considerado um termômetro para a inflação oficial, utilizando a mesma metodologia do índice cheio, mas com um período de coleta que, neste mês, compreendeu o intervalo entre 18 de março e 15 de abril. A pesquisa abrange famílias com rendimentos de até 40 salários mínimos (atualmente R$ 1.621) em 11 regiões metropolitanas do país. O fechamento oficial da inflação de abril, que incluirá dados de mais cidades, está previsto para ser divulgado no dia 12 de maio.
Além de alimentos e combustíveis, outros setores também registraram altas moderadas, como saúde e cuidados pessoais (0,93%) e vestuário (0,76%). O único grupo que se manteve praticamente estável foi o de educação, com variação de apenas 0,05%. A manutenção do índice acumulado dentro da margem de tolerância é monitorada de perto pelo Banco Central para as próximas decisões sobre a taxa básica de juros e o controle do poder de compra da população.
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Fonte: News Rondônia

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