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Estudo revela que Doze Apóstolos na Austrália são mais jovens do que se pensava

Um dos cartões-postais mais emblemáticos do mundo, os Doze Apóstolos, na costa sul da Austrália, teve sua origem finalmente detalhada por cientistas. Um estudo publicado no “Australian Journal of Earth Sciences” por pesquisadores da Universidade de Melbourne revela que as icônicas torres de calcário são mais jovens do que a ciência estimava anteriormente. A descoberta foi possível graças à análise de microfósseis e camadas geológicas que funcionam como uma “cápsula do tempo” ambiental.
A pesquisa corrigiu a idade das camadas de calcário para um intervalo entre 8,6 e 14 milhões de anos anteriormente, acreditava-se que as formações poderiam ter até 15 milhões de anos. Segundo Stephen Gallagher, autor do estudo, as camadas rochosas preservam registros de um período em que a Terra era muito mais quente, há cerca de 13,8 milhões de anos. As medições geológicas mostraram que as variações climáticas e ambientais estão registradas de forma muito mais precisa nas rochas do que o padrão visual sugere.
Tectonismo e Escultura Marinha
O estudo traz uma perspectiva inédita sobre o processo de formação. Antes da famosa erosão causada pelas ondas e ventos do Oceano Antártico, forças tectônicas lentas e invisíveis empurraram e inclinaram as estruturas de calcário para fora do mar. Esse movimento preparou o terreno para que, somente após o fim da última Era do Gelo, o oceano começasse a esculpir os pilares. Evidências desses eventos, como camadas levemente inclinadas e pequenas falhas de terremotos antigos, ainda podem ser vistas nas falésias.
“Se você olhar com atenção, pode ver que as camadas de calcário não são planas, mas estão inclinadas alguns graus. São registros de terremotos antigos”, explicou o professor Stephen Gallagher.
Corrida Contra o Tempo
A compreensão da geologia local tem uma urgência prática devido à fragilidade das estruturas. Atualmente, restam apenas oito dos pilares originais um desabou em 2005 e outro em 2009. A erosão na base das torres continua avançando cerca de 2 centímetros por ano. Para os cientistas, entender o passado dessas rochas é fundamental para prever como o aumento do nível do mar e as mudanças climáticas atuais afetarão o patrimônio natural no futuro.
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Fonte: News Rondônia

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